seja muito bem-vindo e muito bem-vinda à nossa primeira aula do curso diarreia em cães e gatos do diagnóstico a tratamento Eu Sou professora Helena e antes de gente começar eu queria lembrar que essa aula é destinada exclusivamente para médicos veterinários e estudantes de medicina veterinária aqui nesse curso Nós vamos te mostrar como dominar a conduta clínica nos quadros de diarreia em cães e gatos garantindo rapidez precisão e eficácia no diagnóstico e tratamento você pode estar pensando que nesse nesse momento da sua carreira Isso parece algo meio surreal e difícil de se concluir mas olha o
depoimento de uma das nossas alunas sobre isso então eu fiz o curso do rcv ano passado e desde então eu tenho muito mais clareza muito mais assertividade sei muito bem por que eu tô pedindo os exames consigo ter mais segurança para passar pro dutor e atender melhor todos os meus pacientes também e mesmo sendo tomada há bastante tempo eu ainda tinha algumas dúvidas algumas inseguranças na minha rotina na condução dos casos do meus pacientes me lidar com os proprietários né Por que que eu tava solicitando aqueles exames e muitas vezes isso me me prejudicava bastante
no no meu dia a dia então eu fiz o curso do rcv ano passado e desde então eu tenho muito mais clareza muito mais assertividade sei muito bem por que eu tô pedindo Os exames consigo ter mais segurança para passar pro tutor e atender melhor todos os meus pacientes também vale muito a pena um investimento pra carreira pra vida profissional assim de uma maneira Espetacular vale a pena Então pessoal Antes de nós entrarmos Mais especificamente no tema dessa aula que são os equívocos cometidos ao atender o paciente com diarreia eu queria compartilhar mais com vocês
sobre os meus erros os meus equívocos e eu cometi muitos já na minha carreira e eu acredito que a gente Sabendo dos erros e identificando esses erros a gente consegue cometer menos erros né E vocês sabendo dessa experiência vai ajudar com certeza vocês aí na rotina e o fato é que quando eu comecei a atender eu achava que diarreia era deficiência de Metronidazol né eu mediquei muitos pacientes com diarreia especialmente aqueles que tinham sangue no peses com o metalão e na época a gente recebia essa instrução na faculdade diarreia com sangue pode ter translocação bacteriana
tem que usar antibiótico essa era a instrução isso já mudou faz tempo Inclusive eu encontro artigos da época que diziam o contrário mas mesmo assim eu aprendi desta forma na faculdade e aí que mora o primeiro grande problema na faculdade a gente vê muitas doenças específicas né parvovirose cinomose leptospirose leich maniose são doenças bonitinhas tipo giardias e isosporose Bon inhas como a gente vê nos livros só que na rotina Clínica a gente não atende o paciente com um diagnóstico específico a gente precisa partir de um problema clínico por exemplo diarreia que no nosso curso e
a partir deste problema clínico decidir a conduta muitas vezes decidir aspectos do tratamento antes de ter um diagnóstico etiológico definitivo e é justamente esse descompasso entre o que se vê na graduação a forma que se vê se aprende essas doenças bonitinhas e na rotina a gente chega com paciente com febre diarreia vômito com sinais inespecíficos que gera conflito na interpretação do aluno Óbvio porque você aprende de um jeito e na rotina de outro e faz com que a gente tenha uma tendência mais forte de cometer erros e tomar decisões inadequadas a nossa rotina eu comecei
a dar aula muito cedo na minha trajetória profissional me formei lá na no desque na Universidade do Estado de Santa Catarina em Lages e comecei a trabalhar numa clínica na mesma cidade uma das maiores clínicas lá da cidade antes disso eu fiz residência fiz residência em clínica de cães e gatos aí já comecei a trabalhar na clínica clínica particular e dois anos depois então comecei dar aula na faculdade e como eu tinha recém saído da faculdade fazia 3 anos e ficou muito Evidente para mim que a forma como eu ensinava os meus professores ensinavam e
a forma como que a gente via as coisas na rotina eram completamente diferentes Inclusive eu lembro claramente de um estagiário que era meu estagiário na clínica e aluno na faculdade que ele me falou assim professora aqui na clínica eu entendo o que você tá eh explicando aqui no caso Clínico fica fácil de compreender mas lá nas aulas teóricas as coisas são muito diferentes do que a gente vê na realidade na clínica e isso gera muito confusão e eu concordo e assino embaixo o método de ensino voltado somente para doenças específicas que não ensina raciocínio Clínico
que não ensina abordagem de problemas clínicos inespecíficos vai gerar confusão porque o que a gente atende na rotina não condiz com o que é ensinado em sala de aula e é justamente isso que a gente vai mostrar aqui ao longo do nosso curso que é possível sim aprender clínica embasado em problemas que acontecem de verdade no consultório e não ficar somente amarrado em doenças específicas que são essenciais a gente precisa conhecer mas isso gera uma lacuna no conhecimento e provoca erros diagnósticos com o nosso método de ensino vocês vão ver que a realidade fica muito
mais próxima da teoria e você consegue aplicar na sua rotina Então pessoal como nós somos fiéis a nossa missão de vida na medicina veterinária e Visa de fato oferecer o melhor em saúde aos animais e salvar a vida de mais Cães e Gatos há mais de 6 anos Nós criamos o raciocínio Clínico Vet que é a nossa empresa de Treinamentos e geração de conteúdos em medicina veterinária e através dela repassamos Nossa forma de ensino aos milhares de seguidores aos mais de 3.500 alunos que já passaram pelos nossos cursos Nós acreditamos que a prática Clínica não
deve ser algo complicado e quem nos conhece sabe que as informações que passamos nas nossas redes sociais e nos nossos cursos são verdadeiramente úteis e aplicáveis bom por tudo isso que a gente acabou de compartilhar com vocês e principalmente com o fato de que a gente observa que as angústias e dúvidas dos nossos alunos eram muito similares Às nossas angústias quando a gente estava nessa fase né de início de atuação profissional é que nós Montamos essa aula aqui que é um compilado de erros comuns erros que a gente mesmo já cometeu como acabei de contar
para vocês Pois afinal fomos todos formados por um sistema de ensino muito similar Então pessoal nessa aula a gente vai falar sobre os principais equívocos ao atender um paciente com diarreia mas antes de começar eu queria dar um recado especial para vocês no final do curso Nós Vamos sortear uma bolsa de 50% pro curso de pós-graduação em clínica de cães e gatos mas somente na última aula então esteja aqui ao vivo em todas as aulas para não perder esse super sorteio bom antes de falar como conduzir um caso de diarreia com assertividade sem cometer erros
diagnósticos rapidez em diagnóstico saber o que fazer no tratamento a gente precisa entender como que acontecem os erros médicos né Gerais e específicos em casos de diarreia que é o tema da nossa aula de hoje na medicina tem inúmeros os estudos falando do quanto erros médicos causam danos e na medicina veterinária é muito similar a gente já vai ver aqui alguns pontos Gerais né de erros médicos como eles impactam na saúde Pet e na intervenção inadequada com esses pacientes Então esse estudo aqui da Medicina ele mostrou que erros médicos são a terceira principal causa de
morte um levantamento feito nos Estados Unidos perdendo só para doenças cardiovasculares e câncer e que um em cada sete diagnósticos feitos lá na época dessa pesquisa se eu não me engano foi 2016 já tinham sofrido algum erro diagnóstico um em cada sete diagnósticos estava errado e uma em cada três pessoas já sofreu algum dano não necessariamente óbito mas tem vários óbitos em consequência de erros médicos na medicina os principais erros cometidos são erros relacionados a sistema de de informação mesmo de transferência de informação e principalmente erros cognitivos erros de passamento de dado em relação ao
quadro clínico do paciente de interpretação desses dados por vários motivos que a gente vai ver ao longo da aula mas principalmente porque o modelo de ensino tradicional tanto na medicina quanto na veterinária ele tem como foco principal a doença específica no nosso caso né doenças específicas parvovirose le maniose cinomose giardias a gente conhece a doença a giardia tem tal aspecto clínico epidemiológico diagnóstico feit de tal forma e o tratamento de tal forma e na rotina a gente não atende pacientes com quadros clínicos bonitinhos de livro de doenças específicas a gente atende um paciente lá com
diarreia com vômito com febre e precisa correr atrás desse diagnóstico Então essa discrepância do que a gente vê na teoria com o que a gente vê na prática causa provoca erros cognitivos e existe alternativa para não ser desse jeito a gente vai mostrar para vocês essa outra a revisão aqui avaliou a prevalência severidade e a natureza né de erros médicos e o que que eles viram né que um em cada 10 pacientes eles sofreram danos evitáveis durante o cuidado hospitalar isso em humanos e tem mais estatística mas na Veterinária É pior e parecido e isso
resultou em 2,6 Milhões de mortes por ano no mundo na veterinária né que que a gente tem tem poucas pesquisas mas das a gente tem esta aqui de 2021 falando e como os veterinários conseguem sobreviver aos erros na prática e que a gente precisa falar sobre isso porque parece que é meio ah não não vamos falar sobre isso vamos ficar quietinho ninguém erra não todo mundo já errou e a gente consegue traçar estratégias para errar menos e essa pesquisa ela trouxe que o veterinário sofrem de muitos problemas mentais Burn depressão Inclusive a taxa de pensamentos
Suicidas na classe veterinária era muito alta nessa pesquisa eles viram que um em cada seis veterinários já tinham pensado sobre o suicídio e um em cada 10 10% é muita coisa tiveram problemas psicológicos graves isso nem é no Brasil que eu acredito que aqui seja até pior e o sofrimento causado por erros clínicos além da Necessidade Em alguns momentos fazer a eutanásia era os principais fatores relacionados a esses problemas psicológicos então é algo que a gente precisa ver além de uma necessidade imediata para que a gente faça um bom trabalho com o nosso paciente para
prevenir que a gente tenha também danos psicológicos esse outro estudo aqui avaliou a causa de erros médicos em hospitais veterinários e eles ressaltam que o primeiro passo para corrigir erros é identificar como e porque eles ocorrem e é justamente por isso que nós estamos começando o nosso curso de diarreia em cães e gatos falando sobre erros eu já vou começar a falar de diarreia relaxa aí então este outro estudo da veterinária falou que a gente precisa falar sobre os erros causas e tipos de erros na prática veterinária e aqui a limitação cognitiva que eu já
tinha falado que na medicina também é a principal causa também foi a principal causa de erro às vezes esse termo limitação cognitiva pode ser interpretado errado como burrice não é isso tá é que o nosso cérebro isso é neurociência pura ele tem uma capacidade de processamento de dados quando a gente fica tentando procurar uma doença específica sem fazer uma abordagem Clara de diagnóstico de sinais inespecíficos que é o que a gente atentende na rotina isso vai induzir a erros tá então este sistema de ensino cuja a doença é o objeto principal de estudo a doença
específica ele provoca erros a gente precisa entender doenças precisa conhecer doenças isso é indiscutível mas a gente precisa também saber abordar o paciente com sinais clínicos inespecíficos que é como o paciente chega pra gente no sório de forma Clara assertiva e com uma linha de Diagnóstico o que vá prevenir erros e não que vai provocar que é o o sistema tradicional eh focado na doença a principal causa de erro diagnóstico associado à limitação cognitiva é o viés conformacional que raio que é isso né viés conformacional é uma tendência a você associar um quadro clínico a
algo que você já viu Em outro momento vou dar um exemplo para ficar mais fácil isso aqui é um print de uma conversa da de uma aluna Nossa de mentoria que e ela disse que o a doutora né que ela tava atendendo levou em outra clínica uma gata agora de manhã e falaram para ela que a gata estava com piometra só olhando o hemograma colocaram a gata no soro e à tarde a gata morreu depois da cirurgia que nem piometra era isso aqui é um erro clássico de viés conformacional não tem como dar diagnóstico de
piometra olhando só um hemograma tá você pode ser o melhor veterinário do mundo é impossível é inerente a imitação do exame então você pode ver no hemograma leucocitose por neutrofilia desvi a esquerda clássico de uma resposta inflamatória numa gata numa cadela inteira não castrada isso pode ser piometra pode mas não vai ser no hemograma que vai bater o martelo e dizer Nossa Óbvio tá com piometra isso é excesso de confiança e viés conformacional por quê em algum momento eu já vi vários casos em que realmente na piometra tinha leucose des viou à esquerda no hemograma
mas isso quer dizer que todo o hemograma com leucocitose na profil des viou à esquerda é p metra não só que o nosso cérebro exime um identificador de padrões então a gente foi foi evoluindo o ser humano na na neurociência tipo lá nas cavernas a gente via um perigo por exemplo um leão e tinha que sair correndo o ser humano que não saiu correndo ele morreu e aí a gente foi desenvolvendo essa tendência de associar padrões então é inevitável a gente sempre vai associar Isso não é um problema o problema é associar com coisas que
não czem com a realidade e infelizmente isso acontece muito coma Clínica como vocês viram neste exemplo aqui e o que facilita esse processo de erro é a gente estudar somente doenças específicas que é o modelo tradicional das graduações em medicina veterinária e das pós-graduações no Brasil Então a gente vai pegar lá em clínica médica vai estudar doenças do sistema urinário doenças do sistema gastrointestinal doenças do sistema neurológico doenças infectocontagiosas e vai ver toda uma história natural dessa doença que é chamado de modelo de doenças horizontal então a gente vê etiologia epidemiologia aspectos clínicos diagnóstico tratamento
prognóstico de uma determinada doença aqui o exemplo da sinom mos e isso vai formando um banco de dados então a gente precisa conhecer as doenças ISO discutivo agora o que você não pode fazer e não deve pelo menos e que a maioria tá preso nessa armadilha de Diagnóstico é estudar somente doenças específicas e não saber o passo a passo de abordar problemas clínicos inespecíficos e aplicar o raciocínio Clínico de forma assertiva com estratégias anti erro então quando a gente só estuda doenças doenças doenças o diagnóstico ele vai depender de Realmente você ter absorvido esse conteúdo
das doenças específicas das atualizações porque as doenças elas podem mudar de apresentação e da capacidade de de recuperar essas informações na cabeça junto com a intuição clínica então depender só da capacidade de lembrar e da intuição É arriscado você concorda comigo que muitos erros podem acontecer diz aqui para mim nos comentários Você acha é seguro depender só de eu lembrar ou da intuição o modelo tradicional de ensino ele proporciona ele facilita essa ocorrência de erros e é isso que que a gente vai mostrar aqui para vocês que para diarreia ou para qualquer outro problema clínico
a gente pode sim desenvolver um raciocínio Clínico baseado no problema clínico em estratégias Claras de como chegar num diagnóstico diferencial sem ficar tentando encaixar o paciente em uma determinada doença específica bom e agora Mais especificamente paraa diarreia Quais são os principais erros que a gente pode ver na rotina E infelizmente eu vejo muito esses erros e eu inclusive já cometi alguns deles no passado por falta de conhecimento e por condicionamento a doenças específicas com o modelo de ensino tradicional então o primeiro equívoco primeiro erro é prescrever antibiótico para todo mundo u vou levantar aquela plaquinha
aqui ó diarreia não é deficiência de Metronidazol e nem deficiência de outros antimicrobianos mas o Metronidazol é o campeão de prescrição Nesse contexto E isso não é Ah é que é que acha não tem vários estudos mostrando isso que muitos veterinários prescrevem antibióticos aqui esse estudo é de 2019 então relativamente recente e 50% dos veterinários prescreveram antimicrobianos para diarreia aguda e 90% dos pacientes ao analisar os critérios de indicação de antimicrobianos não precisavam de antibiótico então né bastante conduta errada e uma coisa que sempre me perguntam Ah mas eu fico inseguro fico com medo de
não utilizar e depois o paciente evolu e mal então eu uso para garantir para garantir o quê uma disbiose para garantir resistência bacteriana então não isso não é desculpa para garantir por segurança existem critérios Claros você precisa saber quando usar usar senão você vai continuar eh errando tá então por que que a gente não deve usar para todo mundo né quais seriam os problemas de usar para todo mundo um dos motivos é a disbiose os antibióticos eles podem perturbar a microbiota intestinal e acabar selecionando bactérias ruins né que vão aumentar a produção e liberação de
toxinas ainda Além disso levar ao desenvolvimento de bactérias existentes tem vários estudos mostrando isso já que a resistência bacteriana um trato gastrointestinal devido o uso disseminado indevido de antimicrobianos ela é muito grande e a disbiose provocada pel um uso único de antimicrobiano 3 5 dias 7 dias de tratamento ela pode perdurar por anos não é só na do momento que vai ter esse efeito então é algo que a gente precisa tomar muito cuidado na nossa rotina pensando nesse indivíduo em si que vai sofrer com esse processo na comunidade nos animais e pessoas que estão ao
redor dele devido à Resistência bacteriana esse outro estudo aqui avaliou né presença de bacteriemia em cães com síndrome da diarreia hemorrágica e foi visto que a prevalência de bacteremia em cães com sindr umidade diarreia hemorrágica é baixo e não diferiu de cães controle saudável os que tinham diarreia hemorrágica não tiveram mais bacteremia do que penses que não estavam com diarreia e Teoricamente estavam saudáveis Então qual é a vantagem de usar antimicrobiano nesse quadro nenhuma só vai causar danos tá então isso pris ficar muito claro para que você tome segurança na hora da prescrição porque eu
sei que no começo é disruptivo né é difícil não prescrever o antibiótico eu já passei por esse processo mas tendo segurança de quando precisa dos impactos ne de usar quando não precisa tenho certeza que você vai se libertar deste vício em prescrever Metronidazol ou outros antibióticos ó este outro estudo aqui traz informações sobre diarreia hemorrágica em cães e o tratamento com Amoxicilina com ácido clavulânico e ele faz uma revisão de vários outros estudos ele mostrou que em cães com síndrome da diarreia hemorrágica aguda não associada a uso de antibióticos não alterou resultado ou o tempo
de recuperação e outro estudo mostrou que não tinha benefício de adicionar Metronidazol a terapeutica de amoxacilina com ácido clavulânico em casos graves da síndrome da diarreia hemorrágica aguda que isso é outra neura ah não tá a diarreia não tá o paciente com parvo aqui ele tá com seciona na prescrição é discutível a indicação mas não tá evoluindo bem a diarreia vou adicionar M Há controvérsias fortíssimas de que não há tanto benefício porque os microorganismos que vão causar a seps e bacteremia geralmente são Gran negativos e ecle a principal e o metasol nem tem eficácia para
esse tipo de bactéria então por isso que é bem questionável o uso de metazon nesses casos sobretudo para diarreia aguda este outro estudo avaliou o tratamento de cães assépticos né em gastro interit hemorrágica e o tratamento com Amoxilina com ácido clavulânico bem parecido com o estudo anterior é o mesmo estudo só coloquei aqui em português tá então o tratamento com a Amoxicilina com ácido pavulon não afetou a taxa de mortalidade a duração da hospitalização ou a gravidade dos sinais clínicos essa revisão de literatura fala sobre a abordagem diagnóstica e a terapia em pacientes com diarreia
aguda e o que que eles concluem lá né recomendam Na parte de antibióticoterapia o uso rotineiro de antibióticos em casos de diarreia UD não complicada é fortemente desencorajado Então a gente vai ver ao longo das aulas certinho como classificar Isso é complicado isso não é isso indício de S isso não é para que vocês tenham essa segurança na hora da prescrição Tá mas o fato é que a maioria dos pacientes não vai precisar de antibiótico noso guia de uso racional de antimicrobiano do mapa de 2022 também reforça que em caso de diarreia nem mesmo o
uso de antimicrobianos é indicado porque a diarreia tende a ser autolimitante este outro estudo avaliou o uso de probiótico ou Metronidazol em cães com diarreia aguda e o tempo de meora clínica que foi avaliado no estudo para quem usou probiótico Melhorou mais rápido do que quem usou Metronidazol e Placebo Metronidazol foi igual o Placebo então esses achados não fornecem evidências pro uso de Metronidazol mas uma população maior de estudo é necessária para avaliar o efeito significativo dos probióticos Já tem alguns estudos mais atuais fazendo né o benefício de uso de bons probióticos não e aí
depende muito das culturas que são utilizadas ali de bactérias que são utilizadas pode ter benefício ou não e eu sei que nessa altura do campeonato você tem alguém aí já pensando ISS aí coisa de artigo teoria eu quero ver na prática se isso aí funciona e sim eu tenho vários casos só para vocês terem ideia a gente abriu a a nossa Clínica aqui em agosto do ano passado antes eu trabalhava somente como volante né de atendimento vai vencer o metasol que nós compramos porque a gente não não usa praticamente não tem indicação na nos casos
Então tá ali foi um investimento meio mal calculado mas tem que ter né porque vai com dia precisa mas vai vencer o met a Moana é um dos casos que eu queria comentar com vocês ela tinha uma diarreia que assusta ela chegou para mim a tutora trouxe essa foto de uma diarreia terrível com bastante sangue Vivo e é uma cachinha que eu já conhecia super bem cuidada rinada vacinada vacina ética come uma ração super Premium ótima se eu não me engano era Royal Canin estava tudo bem só que ela conseguiu roubar e comer chocolate era
um chocolate bem forte assim chocolate 70 depois de comer o chocolate ela não teve outros sinais sistêmicos mas teve um episódio de vômito e vários episódios de diarreia com sangue no exame físico aqui é uma fotta no momento do do deste atendimento ela tava se cagando tudo com sangue ela tava agitada ela nem parava teta para tirar foto eu queria tirar foto com com ela ela nem parava quieta sem dor abdominal super ativa até demais não tinha parada temperatura normal não tinha febre qu passão abdominal não tinha dor importante linfonodos mucosas TPC tudo normal sem
sinais de hipovolemia Eu solicitei exame de feses que é a primeira linha de investigação Diagnóstica em um paciente com diarreia seja hemorrágico ou não sem sinais de complicação ou sinais sistêmicos então en quadro clínico leve ou alto limitante que a gente classifica e pedi também um hemograma e bioquímica séri mas para calmar tutora que tava fazendo todos os exames do que necessidade absoluta imediata Porque ela tava muito bem clinicamente foi iniciado o tratamento com probiótico e hidratação vi oral e dieta leve até ter os resultados dos exames os exames exame de fé deu tudo normal
não tinha vermes o hemograma também normal tá um pouquinho concentrado aqui eu não sei Por que não veio o PPT acho que era um laboratório que tinha que pedir proteína plasmática Total separada e acabei esquecendo leucograma normal não tem leococitos não tem neutrofilia não tem desvio à esquerda plaquetas normais e a bioquímica sérica zeradinha tudo certo tudo normal não tem nenhuma evidência de gravidade nesse caso eu prescrevi somente probiótico e hidratação oral tá nas primeiras 24 horas ela já melhorou muito qu diminuiu os eventos de diarreia em 40 8 horas estava zerada de sinais químicos
sem usar nada de antimicrobiano então mesmo sendo hemorrágica dá certo é a gente saber os critérios e ter segurança não é só porque tem diarreia hemorrágica que tem prescrever antibiótico diferente do que eu aprendi na faculdade talvez muitos de vocês Infelizmente ainda recebi gente que aprende do jeito errado já tá na literatura muito claro que não tem essa indicação eu aprendi que quando tem diarreia com sangue tem translocação B e tinha que usar antibiótico por isso na época era a recomendação mas logo eu formei a 16 anos logo depois as recomendações já mudaram só que
eu passei anos com medo alguns anos não foram tantos acredito que é uns 13 anos que eu dou aula daí eu já tinha mudado a conduta para as recomendações tinham mudado só que o começo dessa mudança ela é um pouco pesada pra gente porque tu tá tão acostumado tem que usar antibiótico Tu aprendeu assim e que tu viu n está fazendo assim muitos de vocês às vezes continuam vendo ai veterinário faz Clínica há 20 anos sempre usou e não quer mudar aí cada um com a sua conduta mas tá errado né não é porque Ah
eu prefiro usar para garantir não tem garantia nesse caso não tem indicação e ponto tá então é isso que vocês precisam entender inclusive ano passado foi publicado um guid Line sobre terapia antimicrobiana em diarreia aguda Qual é o resumo da obra né diarreia aguda hemorrágica ou não hem tanto faz se tiver sangue ou não e doença leve como é o caso da Moana não usa antibiótico diarreia Agudo hemorrágica ou não hemorrágica e doença moderada também não usa antibiótico diarreia aguda hemorrágica ou não hemorrágica e doença moderada com exceção se tiver leucocitos intensa desvio à esquerda
degenerativo ou neutropenia aí tem indicação de usar antibiótico e diarreia Agudo hemorrágico ou não hemorrágica e doença grave Aí sim uso antibiótico então este é o primeiro erro e na minha vivência Clínica e como professora é o erro mais cometido eu atendo pacientes aqui que chegam já com prescrição de antibiótico e não melhoraram com diarreia e recebo muitas dúvidas de alunos inseguros em quando tem que prescrever ou não antibiótico isso a gente vai entrar em detalhes nas próximas aulas o segundo equívoco ou segundo erro é a falha na abordagem diagnóstica então não saber os critérios
de gravidade tá uso um caso leve moderado não usa mas quando que é leve moder e padronizar exames sem uso de critérios clínicos de prioridade tipo fazer Ah vai fazer hemograma bioquímica ultrassom em todo mundo e não faz o que é mais indicado naquele caso como por exemplo da Moana seria indicado o exame de fes atraso na conduta devido a exames desnecessários também é uma consequência né de não saber esses critérios exatos de como conduzir cada situação Clínica e também a gente tem o overdiagnosis Né que é o excesso diagnóstico por um exame que não
era indicado e foi interpretado de forma inadequada eu vejo isso muito na ultrassonografia deve se fazer em pacientes com diarreia muitas vezes sim é um exame Top né para avaliar pacientes com disturbios gastrointestinais não tenho nenhuma problema com o ultrassom mas em pacientes que não t sinais de complicação ele pouco vai ajudar na conduta e às vezes vem lá uma notificação de um espessamento da parede gástrica e é interpretado de forma errada né ah não tá espessada É porque tem uma enteropatia crônica e não é bem assim a gente vai aprofundar Eh esses aspectos de
diarreia crônica e de arre aguda nas aulas dois e três mas esse é um problema grave de falha na abordagem diagnóstica e o uso de exam sem saber por e para qu facilita a ocorrência de erros de Conduta bom para que vocês consigam Minimizar esses erros na abordagem diagnóstica é importante alguns conceitos tá saber o que que é uma diarreia aguda O que que é uma diarreia crônica a gente já vai ver também saber identificar sinais de intestino delgado intestino grosso conhecer os principais mecanismos fisiop patológicos das diarreias se ela é de origem osmótica secretória
permeabilidade aumentada ou ainda alterações de motilidade a gente pode ter alterações na motilidade causando eh tanto hiper quanto hipomotilidade podem causar diarreia à a gente pensa em diarreia aumenta a quantidade de feses e né mas nem sempre às vezes a gente pode ter hipomotilidade provocando diarreia conhecer as principais etiologias a gente já vai ver algumas tabelas de Diagnósticos diferenciais que vão ajudar vocês a não esquecer os diferenciais na hora de atender um paciente com diarreia e conhecer identificar os critérios de gravidade Quais são os principais critérios de gravidade presença de anorexia simultânea vômito dor abdominal
poliúria polidipsia polyu anúria fraqueza apatia intensa febre e sinais de hipovolemia não precisam todos ao mesmo tempo dependendo do que a gente encontrar vai nos ajudar no direcionamento diagnóstico mas esses são sinais que a gente deve sempre avaliar Nesse contexto gente eh para prevenir esse erro na falha na abordagem diagnóstica eu vou explicar rapidamente aqui um fluxograma para vocês de Diagnóstico mas a gente vai aprofundar ele na aula Tex vai ser específica de gastroenterite ou diarreia aguda atender um paciente com diarreia ou vômito diarreia a gente vai vai focar mais na diarreia aqui que é
o o objetivo do nosso curso aí você vai fazer anamnese normalmente vai idade estatus de imunização se usou algum fármaco recentemente ou faz uso de algum fármaco de forma contínua se tem outros sinais clínicos e qual que é a dieta Essas são as principais perguntas da mnesia Nesse contexto Clínico aí você fez o exame físico tá tudo tranquilo igual o caso da Moana que eu mostrei para vocês tá se tem sinais clínicos discretos ou autolimitantes os quais diferenciais são esse aqui imprudência dietética caso da Moana Era chocolate uso de fármacos substâncias químicas e material estranho
exame fecal é essencial nessa abordagem de diagnóstica não pode falar ess etapa mesmo que ten usado vermífugo tá tô cansada de pegar caso aqui que usou vermífugo e tem verminose tá parasitas que a gente precisa pesquisar principalmente usar as técnicas de Will mle e sedimentação e em caso incover suspeito de gardia que a maioria vai ter vai vai ter que entrar no diferencial solicitar também o exame de fust ou shitter no exame fecal algumas literaturas falam também na citologia retal mas no caso de gastroenterite Agudo ela vai ter pouca aplicabilidade e em alguns casos diarreia
crônica pode ser utilizada mas isso a gente vai aprofundar mais na aula dois já você fez a annese inicial exame físico esse paciente tá com sinais clínicos mais graves ele tá desidratado o pulso tá fraco a pressão arterial tá reduzida ele tem vômito profuso associado tá extremamente prostrado então aqui indica sinais de gravidade a gente precisa de uma abordagem de diagnóstica mais criteriosa incluindo mais exames Quais são os principais sinais clínicos graves ou sistêmicos que podem estar Associados desidratação moderada grave dor abdominal depressão do Estado mental do estado do paciente presencia de Melena eemat Quesia
são sinais de gravidade mas não necessariamente indicam tu precisa de antibiótico a gente acabou de ver presença de uma massa abdominal ou alça dilatada e vômito frequente sinais de doença sistêmica a gente ainda pode ter acite aumento de linfonodos tosse secreção ocular hepatomegalia oligúria anúria perícia febre né tudo isso vai nos ajudar a estreitar a lista de Diagnósticos diferenciais e fazer uma investigação mais adequada Nesse contexto Clínico aqui aí sim a gente tem indicação de fazer umaação ografia abdominal muitas vezes também uma radiografia de abdômen mas em geral a ultrassonografia de abdômen traz mais informações
fazer hemograma bioquímica sérica eletrólitos é bem importante o hipoadrenocorticismo uma doença que pode causar diarreia como sintomatologia única né e prostação intensa então é bem importante fazer essa AST Triagem de eletrólitos também e hemogram bioquímica sérica para complementar essa avaliação e isso a gente vai aprofundar lá na aula três mas simplificar para vocês aqui essa falha na abordagem diagnóstica e critérios de prescrição tem um caso Clínico da Coren que era uma alasa que eu atendi com quadro cardíaco ela tinha já um diagnóstico de doença valvar estágio C tinha história de desmaios recentes que pioraram a
frequência ela descompensou e começou a desmaiar e tose e cansaço ao exercício ela já recebia Prim benazepril com um clínico anterior que atendeu ela eu adicionei furosemid Eiron o tratamento e mudei a dose de pum bendan porque tava um pouco desajustada pro peso atual dela e para dar a medicação a tutora deu um bolinho de carne temperada e após isso ela teve vômito diarreia ela não tinha sinais de descompensação e gravidade mas já tinha vômito diarreia o hemograma dela estava todo normal não tinha leucose neutrofilia nem zou esquerda e o hospital já entou fez oção
uma bateria de exames deu tudo normal ela foi internada em outro lugar começou com antibiótico paraar garantir porque ela era cardiopata não tem essa indicação tá isso tá só na mente do Veterinário que tem hábito de prescrever antibiótico não tem indicação Então até aqui nós vimos dois equívocos dois erros né usar antibiótico para todo mundo lembrar que diarreia não é deficiência de Metronidazol não é deficiência de Amoxicilina não é deficiência de sexon tá e o segundo erro é falha na abordagem diagnóstica e a a principal causa dessa falha na abordagem diagnóstica é não saber esses
critérios de gravidade e ficar tentando encaixar o paciente uma doença específica e o terceiro erro Qual é gente não levantar uma lista de Diagnósticos diferenciais prováveis embasado no histórico e na clínica do paciente então já sei lá tá com diarreia deve ser gardia e daí fica lá não deu gardia não mas tem que dar vou fazer fent a ol não melhorou mas eu acho que é geard ficar teimando que é determinada doença por caus daquela questão que eu expliquei para vocês lá no começo da aula que é o viés conformacional Ah o caso eu vi
que e era muito parecido com esse tinha moco tinha um pouquinho de sangue e era deard mas o teste não deu deve ter dado falso negativo vou fazer febendazol FEB ol não funcionou o paciente segue com diarreia deve ter dado resistência vou fazer metro então não conhecer os diagnósticos diferenciais vai te fazer entrar nesse viés conformacional então aqui essa tabela fala dos principais diferenciais de diarreia aguda dividindo entre doença autolimitante e doença grave né que tem sinais de gravidade então autolimitante o que que a gente vai ter inscrição alimentar é o principal eu trouxe um
exemplo para vocês no caso da Moana drogas né uso de antimicrobianos provocando disbiose diarreia quimioterapia uso de pelant de cobre que não é comum na rotina uso de corticoides de coxina antiácidos com Magnésio e antiinflamatórios no idais na minha experiência que os AES são campeões nesse causa de gastroenterite medicamentosa parasitas como coccídio criptos porion a própria giardia o ancilostoma o tricuros né alguns outros ves redondos também que a gente pode ter como toxocara ancilostoma mesmo Gente o que eu pego de caso e comeram bola no diagnóstico simples não tá no Gib são muitos casos tá
então outros que podem causar um quadrato autolimitante colite aguda Sem Causa específica e enterotoxina de cloc perfringens coronavírus e diarreia aguda autolimitante idiopática tá ameaçadoras da vida a gente tem as bacterianas como campilobacteriose clrm difícil e aib clr perfringens e pode ter uma apresentação Clínica tanto autolimitante quanto evoluir por quadro ameaçadora vida esse quica acolhe entra Pat iica salmonelose aguda em C gatos que não é incomum ainda mais com a moda de usar Miúdos crus na alimentação mista né o animal come ração ou come sua alimentação natural sem fazer o pré-ca infecção alimentar e salmonelose
aguda é muito grande e ería também não é comum mas pode acontecer tem no Brasil também doenças sistêmicas a gente lembrar hepatopatia aguda pancreatite aguda insuficiência renal os pirose sinom hipo Adreno doenças sistêmicas que causam alteração gastrointestinal e o paciente pode teros sinais de gastroenterite nesse primeiro atendimento envenenamento por salmão também tem aqui mas não é algo comum no Brasil obstrução intestinal corpo estranho acidente intestinal intuscepção também podem causar aí mais comum ter vômito e diarreia e não só diarreia e outras causas como gastroenterite hemorrágica parvovírus canino e p leucopenia felina em descrição alimentar que
evolui para um quadro Grave Se não tratada principalmente a hemodinâmica desse paciente com brevidade e parasitismo grave Eu Já atendi bicho morrendo com ancilostomose né com ancilóstomo sendo a causa da doença bom então esse era o terceiro erro e para ajudar a gente a não cometer a gente precisa saber os diferenciais e saber fazer a abordagem diagnóstica de forma acertiva como eu já falei nas aulas dois e três a gente vai aprofundar Isso é uma aula introdutória a gente saber os principais erros evitar com que a gente Cometa na rotina e depois como fazer certo
a gente vai aprofundar nas próximas aulas o quarto erro é não saber diferenciar quadros agudos de crônicos tá então as diarreias de início abrupto com duração de até 7 dias elas podem ser classificadas como agudas sendo muito comuns na rotina isso a gente vai aprofundar na aula três como eu já disse a diarreia que não respondeu à terapia convencional Dentro de duas a três semanas ela já é considerada uma gerra crônica Então tem um Limbo aqui né até sete é aguda duas a três semanas é crônica ou seja de 7 a 14 dias ela tá
ali no meio disso tá E ainda dá para considerar Agudo pode ser atraso no diagnóstico algo que não conseguiu esclarecer ainda que fez com que ela se prolongasse mas a maioria dos casos de diarreia aguda tem um curso Clínico de até 7 dias tá Se tiver diarreia intermitente se considera como uma diarreia crônica para abordagem diagnóstica Isso muda tua abordagem por isso que a gente separou em aulas diferentes para poder aprofundar nesses temas Então a gente vai aprofundar de reas agudas na aula três e diarreias crônicas na aula dois tá lembrando que a aula dois
é na quarta-feira às 20 horas com o professor Paulo o quinto erro é identificar clinicamente ou no ultrassom que o intestino tá inflamado maioria dos casos de aré vai ter algum grau de inflamação intestinal Óbvio e tascar corticoide isso tá errado tá sobretudo em diarreias agudas em diarreias crônicas até pode ter uma indicação mas existe todo o passo a passo não é só chegar prescrevendo no corticoide para todo mundo então eu acho que essa paranoia de dar corticoide para quem tá com intestino inflamado por diarreia vem da interpretação errada de de abordagem terapêutica de diarreia
crônica na diarreia crônica de fato a gente tem essa etapa que pode ser feita na diarreia aguda não tá totalmente errado tá E tá cheio de gente fazendo inclusive lá nas causas lembram que tinha corticoide pode piorar até a diarreia então a diarreia não é deficiência de Med deor tem também Gente pelo amor de Deus tá e tá cheio de veterinário Ah o paciente não tá evoluindo bem vou fazer corticoide daí Fulano melhorou aí vem o vias conformacional então naquele dia eu fiz corticoide e melhorou então eu vou fazer de novo porque corticoide pura diarreia
isso é o clássico viés conformacional você achar que esse evento medicamentoso é igual o tutor achar de quiabo para cinomose e achar que o paciente melhorou e você julga só que daí o veterinário faz a mesma coisa só que daí com corticoide com corticoide pode com chá de cabo não pode sexto erro é outro tipo de Conduta terapêutica extremamente difundida tá cheio de gente que faz se alguém tiver uma evidência que tem que usar essa terapeutica me conta porque eu procurei por tudo e não acho nada é enema de carvão ativado no paciente com diarreia
E aí eu sempre falo que Pimenta não dos outros é refresco né imagina você chegou lá no hospital ruim cheio de diarreia Daí vem alguém enfia uma seringa no teu rabo e injeta o negócio lá dentro tem evidência que isso melhora de fato você gostaria eu não gostaria e eu não faço com o meu paciente porque não tem evidência de benefício é achismo é cópia de protocolo no outro não faz sentido lavar o intestino que já tá se lavando sozinho mesmo que seja com leche tóxico não faz sentido Não tem medicação PR diarreia aguda indiscutível
tá sétimo negligenciar o quadro e achar que só uma que é só uma diarre Zinha e que vai passar então tem o veterinário exagerado quer dar antibiótico para todo mundo por precaução E tem também o desleixado que negligencia o quadro de diarreia então tomem muito cuidado se você chega com um paciente que tá com um quadro clínico leve mas ele não responde a terapêutica ele para de com comer a diarreia persiste ou aumenta Esses animais eles devem ser monitorados de perto e tratados como se fosse uma diarreia complicada mesmo que no exame Inicial você não
tenha encontrado sinais de gravidade Eu já vi paciente morrer na internação por diarreia mal cuidada e negligenciado também lembrar que doenças crônicas elas podem se apresentar inicialmente de uma forma aguda Às vezes o animal é de Quintal faz colocon na grama Não foi visto outros eventos ele já tem um quadro crônico mais que parece Agudo então muito cuidado aí na anamnese para não negligenciar essas informações e acabar investigando de forma errado é isso então galera Esses são os sete principais equívocos cometidos aí na conduta tanto de Diagnóstico quanto de tratamento em pacientes com diarreia e
eu queria deixar aqui para vocês um espaço para vocês compartilharem as dúvidas você ficou com alguma dúvida de algum trecho dessa aula tem alguma dúvida sobre os erros Você já viu muito desses erros aí na rotina conta que para mim deixa nos comentários que a gente vai responder todos vocês na aula dois nós vamos te mostrar um Plano Perfeito para que você consiga desvendar As diarreias Crônicas dos seus pacientes você vai ver que é possível juntar as pecinhas do diagnóstico focado no problema clínico de diarreia e não mais ficar tentando locamente encaixar o seu paciente
em um script de uma doença específica para poder tomar decisões usando o método do raciocínio clínico é sim possível para qualquer médico veterinário tomar todas as decisões clínicas corretamente excluindo os erros diagnósticos e ganhando a confiança dos tutores e assim fidelizando mais clientes aqui embaixo tem um espaço para você deixar comentário você pode deixar suas dúvidas sobre a aula O que que você achou da aula de hoje e nos falar se você conseguiu identificar algum ou alguns desses erros na sua rotina a gente vai ler e vai responder todos os comentários Ah e na descrição
aqui da aula tem o pdf com todo o material que eu compartilhei aqui com vocês hoje e a gente te espera na próxima aula