CONANUTRI: Alimentos funcionais e compostos bioativos na saúde

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o olá eu sou a sula estou no conan nutre o 1º congresso de nutrição online gratuito eu sou nutricionista docente tem experiência na área clínica tanto na área hospitalar quanto em consultório e ambulatório tem experiência também na área da fitoterapia tenho me dedicado bastante à essa área da fitoterapia contribuindo também com alguns grupos de trabalho dentro do conselho federal de nutricionistas quando o conselho regional 3 neo crn-3 que é o crm da minha região e hoje estou como vice-presidente da associação paulista de fisioterapia a temática da nossa palestra hoje alimentos funcionais e compostos bioativos na saúde para começar a falar de alimentos funcionais é importante a gente ir e apesar de não existir uma definição única universal sobre alimentos funcionais mas eu gosto bastante desse posicionamento da área de 1999 que traz o alimento funcional como um alimento in natura ou fortificado ou enriquecido que gere algum potencial à saúde além da nutrição básica né convencional mas que gera algum benefício à saúde desde que ele seja consumido regularmente a como parte de uma dieta variada e em níveis efetivos esses três aspectos são fundamentais para que a gente consiga o benefício funcional aí dos alimentos nem sempre são fáceis de ser identificados por exemplo o nível efetivo esse é um aspecto complexo para que a gente possa fazer uma análise criteriosa os estudos com alimentos funcionais ou com os compostos bioativos que são as substâncias desses alimentos que tem um e são maior com a propriedade funcional nem sempre nós conseguimos visualizar os estudos dependendo do modelo do estudo né do tempo de acompanhamento a metodologia esse nem sempre a gente consegue identificar quais são esses níveis os os resultados podem ser muitas vezes contraditórios entre os estudos esse porque utilizam marcadores diferentes as populações não são parecidas as características né dos estudos também divergindo levam a resultados diferentes e que dificultam bastante análise outro problema é que muitas vezes os compostos bioativos analisados já estão numa forma com a biodisponibilidade maior que nem sempre a mesma como a gente encontra nos alimentos ou mesmo nos suplementos que são comercializados o que também nos dá aí uma ideia diferente né de como eles agiriam em bom dia né no organismo dos nossos pacientes os nossos medos anvisa não defini na legislação alimento funcional mas ela faz uma referência alegação de propriedade funcional de saúde na resolução nº 18 de 99 a gente identifica essas definições o que seria alegação de propriedade funcional que seria alegação de propriedade de saúde e um aspecto interessante nessa definição é que eles entendem tanto o alimento quanto o ingrediente desses alimentos né e depois a gente vai ver lá na frente a possibilidade de comercializar esses compostos bioativos na forma de implementação mas o destaque é além de nutrir como nós vimos lá né na definição da água no posicionamento da ada além de nutrir eles vão gerar algum benefício à saúde as alterações fisiológicas metabólicas ou mesmo algum impacto benéfico na saúde e são alimentos ou ingredientes que devem ser seguros para o consumo humano sem a necessidade de supervisão médica ou seja são alimentos ou são suplementos que hoje com a nova regulamentação que eu vou mostrar para vocês né dos compostos bioativos eles então numa classificação suplemente que não exigem a prescrição médica então qualquer profissional não médico desde que tenha conhecimento né perícia para sua prescrição podem prescrever não se pode fazer nenhuma ligação de prevenção de doenças ou cura nesses produtos que são comercializados com alegação de propriedade funcional ou de saúde o que se pode associar esses produtos são alegações relacionadas à manutenção geral da saúde além de uma contribuição na redução do risco de é mas não podemos fazer menção os produtos não podem ser comercializados com essa ligação que relacione cura ou prevenção de doenças o instrução normativa nº 28/2018 anvisa elenco aí 14 substâncias bioativas que podem ter alegação de propriedade funcional ou alegação de propriedade de saúde ela estabelece nesta instrução normativa limites mínimos e máximos de compostos bioativos né para serem comercializados estipulados com uma recomendação de consumo diário isso não quer dizer que esses valores estejam relacionados aos limites máximos de segurança desses compostos mas sim uma imposição para comercialização desses produtos então observe que nós temos aí dentre as substâncias bioativas a cafeína coenzima q10 feita esteróis e fica está nós alguns caro até nós o copeiro luteína e zeaxantina cantaxantina alicina compostos fenólicos totais o 10 hd a rotina ácido clorogênico produção medina e fosfatidilserina hoje nós vamos nos dedicar aí nos debruçar em seis nesses compostos bioativos ou substâncias bioativas e a revolução 243 de 2018 avisa definir o que é um suplemento alimentar entendido como produto para ingestão oral seja ele a via oral né o via sublingual que também entendida por via oral apresentado em formas farmacêuticas então avisa trata nesse nessa resolução nessa redes e243i na instrução normativa 28 de 2018 ou suplementos que estão em forma farmacêutica diferente dos alimentos com alegação de propriedade funcional que o suplemento eles já estão vendo esse produto em forma farmacêutica que são destinados para alimentação de indivíduos saudáveis se for visto né esses compostos bioativos que isso pode acontecer mas como olhar para tratamento ou mesmo os micronutrientes que estão também na in-28 2018 aí nós já temos um e se tiver uma ligação voltará tratamento uma finalidade medicinal terapêutica entra numa outra legislação tá então aqui a gente está falando de público em indivíduos saudáveis ou no três substâncias bioativas enzimas e probióticos isolados ou combinados entre si e definem como substância bioativa um nutriente ou não nutriente consumido normalmente como componente de um alimento que possui ação metabólica fisiológica específica no organismo o tão importante a gente entender essas duas definições para também seguir aqui com as nossas substâncias bioativas ou alimentos com alegação de propriedade funcional de saúde iniciamos com a substância bioativa o composto bioativo ácido clorogênico o ácido clorogênico cada dia mais estudado para situar você nessa imagem né o ácido com e faz parte do grupo dos polifenóis na imagem a esquerda você vai identificar ali o ácido fenólico o grupo do ácido fenólico no azulzinho intermediário e abaixo no grupo do ácido hidroxicinâmico que é um sub-grupo né desse ácido fenólico a gente encontra o ácido clorogênico então observe que ele é do grupo dos polifenóis então daí já dá para gente ter uma ideia que a biodisponibilidade dele não será muito boa ácido clorogênico presente especialmente nos grãos de café e na erva-mate ao cachorro também é um alimento ou dependendo da parte utilizada né na fisioterapia o fitoterápico fonte de ácido clorogênico alcachofra pela instrução normativa dor de 2014 as folhas são padronizadas em ácido clorogênico é um marcador aí que padronizar essa parte da planta né dos seus extratos são os ácidos clorogênicos e o chá de artemísia também é uma fonte importante de ácido clorogênico mais pensando em alimento funcional nós temos principalmente os grãos de café e erva-mate ou conhecida como ilex paraguariensis o nome botânico esse estudo publicado em 2019 ele investigou é frutas consumidas no brasil foram 64 frutas consumidas no brasil e eles avaliaram o teor de ácido clorogênico e ácido cafeico que é um derivado né do ácido clorogênico e o que que eles identificaram que morango cereja mirtilo apesar de ainda não ser muito consumido pelo seu preço mas o mirtilo que é consumido também no brasil marmelo a mora aqui em campo o pessoal lá do sul maracujá pitaya amarela todos esses alimentos têm concentrações é importante significativas de ácido clorogênico né não havendo necessidade e exclusivamente a utilizar como fonte de ácido clorogênico na alimentação o a erva-mate ilex paraguariensis e os grãos de café a porção polifenol não diferentemente o ácido clorogênico tem uma baixa absorção no trato gastrintestinal proximal essa absorção ela melhora a partir do momento da formação de seus metabólitos e especialmente ácido cafeico e ácido ferúlico pensando em grão de café e erva-mate a torrefação prejudica bastante a quantidade de ácido clorogênico quanto mais exposto às processo de torrefação menor vai ser a quantidade do ácido clorogênico e ainda não está muito claro qual é o papel da matriz alimentar na biodisponibilidade desse ácido clorogênico com foco na contribuição na saúde a o ácido clorogênico é explorado em seus estudos exploraram né principalmente esse contexto das doenças metabólicas então se você observar aí nessa figura do lado esquerdo e a ação antioxidante do ácido clorogênico então vários estudos mostram a sua alta capacidade antioxidante por diferentes métodos né de análise ou sendo uma contribuição no controle das espécies reativas de oxigênio que contribuem diretamente do controle da inflamação e a gente sabe que a inflamação crônica de baixo grau ela está na base né de diversas doenças crônicas não-transmissíveis obesidade doenças cardiovasculares diabetes mellitus câncer entre outras doenças então a gente tem uma contribuição também na redução do risco por essas são dessas diversas doenças além disso nós temos aí uma contribuição por essa situação antioxidante numa menor disfunção endotelial o melhor ajuste né dessa função endotelial uma contribuição no controle da pressão estamos histórica quantos dias tóxicas e o centro da imagem nós temos aí atuação do ácido clorogênico no metabolismo lipídico então muitos estudos do ácido clorogênico estão concentrados nessa área também no metabolismo lipídico então observe que há uma atuação do ácido clorogênico na diminuição da do receptor da atividade né do receptor lxr alpha esse fator de transmissão está relacionado com a síntese de gorduras e de triglicerídeos então havendo uma redução dessa atividade a gente tem uma contribuição também na redução da síntese aumento do fator de transcrição preparar alpha o maior biogênese mitocondrial para auxiliar também né no funcionamento das mitocôndrias para utilizar essa gordura apesar de não ser uma equação tão simples aumentar a expressão da atividade preparar alpha não necessariamente vai impactar no aumento de pgc1alpha e o aumento de proteínas o que produz as proteínas relacionadas a biogenese mitocondrial mas é uma linha de raciocínio que os estudos tentam explorar redução da atividade da expressão é do ppi ppar-gama que vai contribuir com menor quadro inflamatório maior gasto energético exigindo mais aí um fluxo de lipídios para que eles futuramente sejam beta oxidados redução do faz que é uma enzima relacionada à síntese de gorduras redução de acetil co-a carboxilase que tá abreviada para você como as e ser quando a gente tem atividade da acetilcolinesterase silasi ela utiliza como substrato mal nilkuha e entramos aí numa via de síntese de gorduras e triglicerídeo aumento da beta-oxidação que acontece na mitocôndria na membrana interna da mitocôndria então a gente tem ali a cpt carnitina palmitoil transferase deslocando esses ácidos graxos de cadeia longa o interior da mitocôndria para ocorrer a beta oxidação então vai haver maior consumo de lipídio também para beta-oxidação interferência do ácido clorogênico na hmg co-a redutase que é uma das principais enzimas envolvidas na síntese do colesterol ou seja então contribuição do ácido clorogênico diretamente na redução da síntese do colesterol melhora dos níveis de adiponectina então a gente também tem uma contribuição na redução da inflamação e melhora de sensibilidade insulínica e aumento da fosforilação da pk é uma via importante para regular tanto metabolismo lipídico quando glicídico na energético de uma forma geral o resultado dessa atuação as seres menores níveis de triglicerídeos colesterol total e ldl e também alguns estudos mostrando uma contribuição no menor acúmulo de gordura no fígado então uma proteção também uma redução de risco brasil e do lado direito no metabolismo de glicose nós temos ali como desfecho a partir né da atuação do ácido clorogênico uma diminuição dos níveis séricos de glicose então a glicemia reduzida menores níveis de hemoglobina glicada vamos falar um pouco da atuação anti-glicação do ácido clorogênico que é bem explorado e alguns produtos são comercializados vinculando-o a sal alegação né i redução da resistência à insulina existem também alguns estudos associando o papel do ácido clorogênico na redução do risco da obesidade né o até no tratamento uma contribuição no tratamento da obesidade quais seriam os mecanismos de ação propostos nos estudos alguns nossos até vimos na figura anterior então modulação do que pagamos que está relacionado com uma menor inflamação o menor a inflamação crônica de baixo grau maior gasto energético na exigindo maior gasta e do organismo aumento do prepara alpha contribuindo com biogênese mitocondrial com aquelas ressalvas que nós já vimos aí anteriormente o maior gasto energético com termogênicos então a ativação de ucp aumentando a dissipação de energia na forma de calor e melhora da sensibilidade à insulina que é um processo importante na obesidade a gente tem na maior parte das vezes um quadro de resistência à insulina pelo próprio excesso do consumo de nutrientes nós temos ali na ativação de algumas quinase c importantes uma prejuízo na via de sinalização da insulina quando ela se liga no seu receptor então o que contribui também com quadro de resistência insulínica e outros fatores né mas vai vir é exatamente a estação nós temos esse prejuízo redução então aqui do lxr auto que nós já vimos next vai vai com uma menor síntese de ácido graxo e triglicerídeo aumento da fosforilação de npk redução da expressão de genes reguladores de adipogênese principalmente peppa gama e cbb alpha que são dois fatores de transcrição diretamente relacionadas com a adipogênese que é o processo de conversão de pré disposto em adipócito e depois esse a depósito que está em imaturo não adipócito maduro eu nós temos esses dois fatores de transcrição principalmente nesse processo atuando redução da alfa glicosidase então menor de gestão ali no intestino de carboidrato consequentemente seu de tem uma menor de gestão não vou absorver esse macronutriente não vou produzir energia é desse macronutriente que não foi absorvido atividade anti-inflamatória antioxidante que nós já vimos que são fatores importantes para o controle da obesidade quando a gente fala em ação anti-glicação que é muito explorado principalmente aí puxar mate. net ilex paraguariensis nós temos alguns produtos no mercado comercializados para esta finalidade né as empresas vinculam essa principal ação vamos lembrar um pouco um pouquinho né que que essa aplicação então nós temos a produção dos produtos avançados da glicação ou abreviado como verdes eles vão ser produzidos a partir de um açúcar né o açúcar redutor com um grupamento amínico produtos intermediários que são os produtos de amadores são formados um exemplo clássico desses produtos de amador é a hemoglobina glicada e aí depois eu estou intermediário esses produtos intermediários sofre mais uma reação com o grupamento amínico e vão formar os produtos avançados de glicação os anjos hoje já se sabe que não só a partir de um açúcar redutor né de um carboidrato mas também de lipídios nós formamos esses produtos avançados e não são edição ams né mas a gente uma forma mais fácil né mas prática engloba todo mundo aí nos verdes e esses vídeos em excesso do nosso organismo não consegue equilibrar nós temos danos prejuízos importantes na saúde então ou por ligação cruzada direta com proteínas e vão perder levam alterar suas funções ou coligação em receptores específicos que são os reds hands da receptores dos mendes oi e o quê que é isso vai vai implicar né fica essa ligação cruzada ou a ligação nos receptores vão desencadear o aumento de risco de diversas doenças como doenças cardiovasculares talvez as mais conhecidas sejam as complicações micro e macrovasculares do dia dez mas nós também temos aí o aumento do risco de alzheimer sarcopenia a própria artrite o câncer osteoporose e aterosclerose na estética né também se discute muito a ação anti-glicação porque quanto mais ligação a gente tem mais ligação cruzada com colágeno mais ruga mais flacidez então é uma área que explora bastante as ação anti-glicação esse é um estudo que investiga essa capacidade anti-glicação dos ácidos clorogênicos mostrando que a atuação dele seja principalmente pela característica antioxidante e quelante mas bem como essa capacidade de ar prision e hoje carbonilos reativos então dessa forma o ácido clorogênico independente de onde ele vem a né de da origem dele ele tem essa capacidade sim antiglicante interessante o problema é qual é a dosagem né qual é a dose ideal na prática clínica para que a gente tem esse feito então isso também não tá claro na literatura e dificulta bastante a tomada de decisão em relação a dose e informação complementar além desses mecanismos existem outros mecanismos possíveis para essa santificação ou maldosa reportagem edição da alta oxidação de açúcar e ligação do grupamento amigo o destaque vai ser o composto bioativo beta glucana a beta glucana não pode ser não vem apenas da veia nós temos beta glucana de levedura inclusive o de alguns tipos de bactérias também e da cevada de cogumelos e o tipo de betaglucana característica desta beta glucana vai variar também de acordo a fonte né de onde ela vem e variando os efeitos as funções também vão ter nuances podem ter nuances diferentes a principal contribuição da veia que é um alimento rico né e beta glucana seria na hiperlipidemia no diabetes mellitus e pela sua atividade imunomodulador pensando a hiperlipidemia nós temos alguns estudos aí mostrando que em torno de 3 gramas por dia de beta glucana nós temos uma redução significativa em torno de 5. 356 por cento de ldl-colesterol sem impacto em hdl sem impacto em triglicerídios mas observe três gramas de betaglucana não de aveia que a gente precisa fazer a conversão né de acordo com que você deseja para escrever e se é o farelo se a farinha se é o floco então a gente precisa fazer a conversão para trabalhar em torno de 3 gramas por dia e de beta glucana os estudos ficam entre três e seis gramas por dia de beta glucan para controle glicêmico os fios têm mostrado que talvez essa quantidade de seja um pouquinho maior do que 3 né em torno de cinco gramas por dia para que haja um controle efetivo dessa glicemia pós-prandial inatividade imunomodulador as doses ainda são contraditórias a gente ainda não tem uma definição mais concreta né dessa quantidade além da beta glucana vale a pena destacar um composto composto polifenólico que avenantramida esse composto tem uma ação antioxidante importante e além disso ele reduz a atividade de moléculas de adesão uma e campeã reduce também atividade de esse lectina interleucina o relatório diz que são fatores de risco para as doenças aterogenicas então a esses compostos fenólicos associados com a beta glucana potencializam a ação antiaterogênica e anti-inflamatória com foco nos mecanismos possíveis mecanismos de ação da controle tanto da hiperlipidemia quanto da hiperglicemia um dos pontos principais seria a produção de ácido graxo de cadeia curta a partir da microbiota intestinal tão pensando na dislipidemia com aumento da proporção de propionato em relação ácido acético a gente teria menos substrato né o ácido acético um substrato é importante para a biossíntese de colesterol então haveria uma contribuição na redução da biossíntese do colesterol além disso o aumento de ácido propiônico e ácido butírico alguns estudos apontaram redução do rna mensageiro de e com a redutase que é uma das enzimas chaves para síntese de colesterol ação antioxidante é importante vimos a diminuição de moléculas de adesão a ação da própria fibra solúvel em si né então formando compostos insolúveis com colesterol com gordura e pela ação física também mecânica diminuindo a velocidade de absorção da glicose e além disso alguns estudos mostram aumento nos níveis de adiponectina que vão contribuir com o melhor sensibilidade à insulina e menor inflamação atividade imunomoduladora vai depender muito da estrutura conformacional dessa beta glucana que vai variar de acordo com origem né dessa beta glucana também então aqui os exemplos né da beta glucana com ligação beta 13 é associada aos ramos betão seis então essa é uma configuração que agrega uma forte ação e muni né uma contribuição importante aí no sistema imunológico mas tanto tipo de ligação a ramificação o grau de solubilidade vão contribuir com maior ou menor a atuação do sistema imune e ao contrário do que se pensava que com canas né beta-glucanos menos solúveis não teriam ação do sistema imune hoje já se sabe que tantos mais solúveis quanto os menos solúveis podem ser podem sim contribuir de forma significativa com a ação imune gráficas esse grupo tão explorado na literatura continua sendo muito estudado então os alimentos que compõem aí o grupo das braças couve manteiga repolho couve de bruxelas couve-flor brócolis rúcula com eu posso saber o motivo chamado glicosinolato entretanto esse glicosinolato biologicamente ele é inativo então nós precisamos aí é convertê-lo né hidrolisa lo a isotiocianato que é o composto bioativo biologicamente ativo só que os produtos da hidrólise e não se concentram apenas no isotil cianato mas também entre luz e tive cianatos o metrilo e o tiocianato eles não têm atividade biológica pelo menos as quais são estudadas né pro isotil eles não têm a mesma atividade não têm atividade biológica no seres humanos e os alimentos vão ter concentrações diferentes dessas proteínas esses 3 tipos de proteínas que vão direcionar dependendo da quantidade da forma de preparo também vão direcionar a hidrólise dos glicosinolatos é um deixei abreviado para você aí glicosinolato como gsl can catalyze essa reação é a myrosinase que é uma beta tio glucosidase além da myrosinase a gente tem a microbiota intestinal também como um um a gente que vai desencadear hidrólises apesar de ser questionado eu vou mostrar um estudo que questiona um pouco a situação da microbiota em seres humanos mas seriam duas formas da gente conseguir fazer essa hidrólise do glicosinolato e esse estudo mostra para a gente quais são os principais glicose não as os alimentos e os principais rios do tiocianato que são formar o mais explorado nos estudos é o sulforafano que é o mais explorado né tanto nacionalmente como internacionalmente nos estou pensando na myrosinase e na apps que é uma daquelas proteínas né que eu apresentei no primeiro slide de braço fica eles têm diferentes elas têm diferentes estabilidades térmicas pensando no cozimento leve entre 60 e 70 graus celsius nós vamos ser em uma atividade reduzida da elipse e uma manutenção da atividade da myrosinase o que é interessante porque com essa configuração nós vamos ter uma maior produção de isotiocianato o que é o composto bioativo com atividade biológica ativa e uma menor produção de produtos nítricos os estudos apontam o que a formação de sulforafano se de em maior proporção quando o ph fica entre 5 e 6 e a temperatura entre 14 e 25 graus ainda faltam muitos estudos sobre a biodisponibilidade nós vamos ver algumas outras informações mas também é o uso de alimentos em que nós temos muitas dúvidas em relação a biodisponibilidade e consequentemente a contribuição efetiva na saúde desse grupo de alimentos então a hidrólise por meio de myrosinase o microbiota intestinal ao substrato e enzima estão nesses alimentos mas estão em compartimentos celulares diferentes sendo assim a necessidade de uma boa mastigação o próprio corte né do vegetal a quantidade de água de cocção e temperatura vão interferir nessa meu disponibilidade também diz o tiocianato quanto mais água de coco são pior é porque são substâncias hidrossolúveis tanto myrosinase quanto vitamina c que parte e esse processo ativamente então a gente tem uma perda maior ea temperatura também vai implicar em perdas um cozimento tanto cozimento convencional cozimento a vapor e no micro-ondas quase zero não a quantidade de myrosinase sendo assim a gente faz uma inferência de que a maior contribuição então seja né da hidrólise a partir da microbiota intestinal entretanto os estudos com humanos têm mostrado que essa hidrólise pela microbiota é pouco eficiente então é muito baixa a produção de isotil pela microbiota intestinal e um processo bem complexo bem variável porque os estudos mostram nessas essas diferenças entre a microbiota também dos sujeitos estudados então a gente ainda precisa entender melhor efetivamente como esse processo de conversão acontece o que a gente tem de informação sobre composição usando como exemplo exemplo o bo o que é o mais estudado dentre as gráficas né que os brócolis jovens vão ter maior concentração de glicose no ato observe glicosinolato a gente precisa saber depois quanto dias o tio né como que a gente consegue pensar na prática clínica porque duas glicosinolatos luiz o tio tem um caminho longo que a tal da biodisponibilidade que os grupos jovens e frescos do brócolis que é uma outra área estudada dos brotos tem em torno de 128 miligramas de glicosinolatos por grama o brócolis branqueado que é quando a gente coloca rapidamente na água quente e depois esfria né rapidamente também esse alimento a gente tem a manutenção em torno de 90 mg por grama o brócolis cozido no brócolis cozido esse valor cai para quase metade 47 mg o que acontece também com o brócolis congelado ali a utilização sem tratamento térmico g a produção em torno de 22 23 por cento de composto bioativo no cozimento a vapor do brócolis por cinco minutos associada liofilizados são a formação do sulforafano cai para 4.
2 por cento então aí a gente pensa o seguinte que o ideal seria um produto e utilizados em passar por tratamento térmico system produtos comercializados aí no mercado do brócolis e utilizar o que que a gente tem que tomar um certo cuidado sem o tratamento térmico a gente mantém aquelas substâncias goitrogênicas né que são relacionados também ação aí funcional esses agentes goitrogênicos prejudicam a captura de iodo pela tireoide seus relatos inclusive em literatura dos prejuízos né com alto consumo de alimentos do grupo das gráficas em grande o tratamento térmico no prejuízo da função tireoidiana a gente também tem que ter uma certa cautela a gente precisaria de estudos mostrando quais são os benefícios desses alimentos liofilizados e quais seriam os riscos também associados a saúde bom em relação ao aquecimento leva em torno de 60 no máximo 70 graus celsius a gente tem estudos in vitro mostrando aí uma formação de sulforafano em torno de 97. 9 por cento pensando na prática clínica o ideal seria a gente trabalhar com o cozimento com temperaturas bem baixas e por pouco tempo para tentar otimizar ao máximo possível esses compostos contribuições na saúde principal contribuição a quimio prevenção e redução de inflamação então observe nessa figura do lado direito nós temos aí uma setinha né com corte mostrando bloqueio dessa via inflamatória e na verdade não tá escrito mas é o nsk saber né o fator se esqueçam nf-kappa-b sem dois gêneros aí o p51 pé 65 que formam esse fator de transcrição ele tá inibido por essa bolinha aí por esse desenho é pretinho né e cabe alfa no citoplasma quando ele tá ligado ao e cabe ao felita inibido num processo inflamatório aí cácá ela fosforila esse cabe alfa e ele se solta do inss capa bem ou seja né escapa de ficar livre para migrar para o núcleo da célula quando ele migra para o núcleo da célula nós temos um estrago o importante porque né ficava b ele aumenta a o chevrolet mais de 400 genes relacionados à inflamação então esse processo de retirada né de fosforilação do icarabe alpha é muito ruim porque nós vamos ter aí uma via inflamatória né ativação de várias vezes inflamatórias lembrando que essa inflamação está diretamente relacionadas às várias doenças crônicas não-transmissíveis uma vez que os isotiocianatos abreviado sair com o itc eles bloqueiam essa via a gente tem um fator de proteção importante para reduzir o risco dessas doenças e do outro lado sinalizado como verdinho uma ativação devia nós temos ativação do nerf 2 o modo fator de transcrição ou conhecido como nrs-2 que também tem ativado com a crepe um que é o seu inibidor no citoplasma a partir do momento que essa via é ativada nós temos a saída dessa que tem um ea translocação desse nf a nerf 2 nrf2 no núcleo da célula esse é um fator de proteção importante não só para o câncer né porque que a gente associa aqui como fator de proteção a para o câncer para a água quimioprevenção porque ele é aumentar ao norte dois vai aumentar as enzimas de fase dois de detoxificação lá no processo de detoxificação a gente tem as enzimas de faziam e enzimas de fase 12 as enzimas de fase um transformam xenobióticos independente de quais sejam eles em substâncias que tem uma característica pro carcinogênica não são cancerígenos mas eles precisam ser inativar se eles não forem ativados eles podem se tornar sim elementos cancerígenos então nessa fazer a gente tem as substâncias pro carcinogênicas análise mas de fase dois fazem o que conjugam essas substâncias procrastinou gênicas para que elas têm uma característica mais solúvel e aí sejam eliminados ei ei naquela brilho né que vai para o intestino etc então quando a gente tem uma atuação muito intensa de enzimas de fase um os estudos apontam que o risco do câncer aumenta bastante quando a gente aumenta a atividade das enzimas de fase dois a gente dinheiro e se ele só que além de homem em casa em cima de fazer dois os isotiocianatos por essa via também aumentam significativamente a expressão de enzimas antioxidantes tão vários tipos de enzimas antioxidantes que vão ser frente para defesa de várias doenças inclusive as doenças inflamatórias as doenças crônicas não-transmissíveis que tem como base também o estresse oxidativo ea inflamação ó e além disso um outro estudo mostrando a contribuição das gráficas né presidente do isotiocianato uma menor produção de glicose pelo fígado e o que se questiona brassicos nelson os alimentos aí que compõem as básicas não são consumidos tradicional mente no nosso país diariamente então a gente consome em torno de três vezes quatro vezes na semana na semana as graças e o que se questiona é será que esse modo de ação epigenéticos ímã tempo esse persistente esses efeitos se mantém mesmo com o padrão lá então nós temos muitas lacunas né bem como as doses nós não temos doses bem estabelecidas para os isotiocianatos outros seus precursores né nos alimentos glicose não as tão ainda existe essa lacuna para a gente pensar em prática o que se faz é manter e incentivar o cônsul né pelos paciente há pelo menos três vezes na semana e acompanhar os estudos para gente observar se tem direcionamento diferente desse grupo dos carotenoides então destaque será para licopeno luteína e zeaxantina e astaxantina principais fontes do tmz a xantina couve espinafre chicória pimenta e gema de ovo e licopeno caqui tomate melancia morango e pimenta a gente vai falar um pouquinho de biodisponibilidade mas só destacar tem o estudo que foi publicado recentemente sobre a melancia pasteurizada sobre o suco né de melancia pasteurizada mostrando uma biodisponibilidade muito interessante bem próxima ao molho de tomate e fonte de astaxantina principalmente dessa alga haematococcus pluvialis que inclusive é a fonte de aço das cantinas dos suplementos que são comercializados no mercado os e de forma geral consumo deles tem sido associada ou inversamente né a incidência de doença cardiovascular diabetes mellitus catarata e doença macular relacionada à idade e é uma das principais causas de perda de visão central e cegueira além disso também tem estudos eu não coloquei mas relacionada a menor redução de incidência a menor incidência de câncer de alguns tipos de câncer a principal atuação é pela ação antioxidante deixei aí uma representação da ação antioxidante do licopeno mas não é só o licopeno que antioxidante todos eles são é que o licopeno tem uma maior capacidade antioxidante em comparação às esses outros carotenoides e principalmente na inativação de oxigênio singlete que é uma das espécies reativas talvez mais prejudiciais aí ao organismo questionam alguns estudos questionam tentam mostrar aumento da a imagem do nerf 2 mas alguns de todos não conseguem provar né mostrar essa essa ação aumento da com um que é uma enzima anti-inflamatória também e antioxidante pensando em doenças cardiovasculares nós temos uma ação protetiva do betacaroteno e do licopeno a a ldl-colesterol é o principal transportador desses carotenoides e e sendo assim esses carotenóides conseguiram gerar uma maior resistência a essa ldl e a peroxidação vamos lembrar que o grande problema não é ter um nível alto de ldl mais ter um uma alta quantidade de ldl oxidado então quando a série délhi entre em contato com espécies reativas de oxigênio ou enzimas que vão gerar aí essa oxidação marcrofago o receptores que vende identifica rapidamente essa ldl oxidada é uma cascata de reações que ativam né fatores de transcrição como o próprio ms capa b e o complexo até um que vão direcionar para várias vias inflamatórias e além disso o macrófago faz a fagocitose dessa ldl oxidada aumentando muito a produção de espécies reativas de oxigênio e se transformando nas famosas células escamosas que tem grande afinidade pelos vasos sanguíneos e vão contribuir consequentemente para o maior uma maior placa de ateroma nesses vasos o licopeno especialmente ele tem uma ação e coletânea anti e também vai contribuir com uma redução de fatores pró-trombóticos e pró-inflamatório gerando uma proteção a mais pelas doenças cardiovasculares a diabetes mellitus o grande problema que nesse contexto do diabetes é o estresse oxidativo e aumentando tanto risco para dormir um como progressão para dm2 empregos e mia hiperinsulinemia e resistência insulínica que está presente na nesse quadro do dia dez aumentam expressivamente as espécies reativas de oxigênio e os carotenoides então nesse contexto controlando o estresse oxidativo e reduzindo o risco de dm ou reduzindo a progressão do dm2 catarata e doença macular relacionada à idade também tem como base o stress oxidativo e na doença macular também nós temos aí uma questão de circulação sanguínea né mas o quadro principal aí envolve stress oxidativo os carotenoides especialmente luteína e zeaxantina gera uma proteção maior que outros carotenoides ou outros antioxidantes nesses tecidos filtrando mais a luz azul que a gente é uma exposição constante né mesmo as crianças por meio do celular notebook tablet etc que geram aumentam bastante o risco de estresse oxidativo no caso da luteína a gente tem que proteínas específicas que não tem essa uti na mácula permitindo uma maior foto proteção nessa região então a luteína tem sido muito associada à proteção à redução do risco né aí da doença macular relacionada à idade ou o avanço rápido dessa doença em pacientes que já tenham qual é a dificuldade em encontrar as dosagens que sejam eficazes para reduzir efetivamente o risco o avanço da doença são muitas publicações recentes saíram a respeito disso discute-se muito né qual seria essa quantidade alguns estudos mostram que em torno de 6 mg por dia nós teríamos uma dose eficaz outros estudos questionam mostrando que talvez 2.
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