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dos conceitos chave aqueles conceitos que você tem que saber para fazer a prova show de bola agora a próxima pergunta que eu quero te responder esse tema o quanto ele cai qual o percentual estatístico que ele aparece na minha prova do revalida aí eu te trago o nosso gráfico aqui ou percentual de questões de gastro para o revalida perceba que doença do refluxo pessoal tá aqui junto de doença inflamatória mais ou menos oito e meio por cento das questões de gastro que caem são sobre do refluxo então é um tema mediamente importante mas que você
não pode se dar ao Luxo de chegar lá sem ter estudado Então vamos direto ao ponto resumir apenas aquilo que é fundamental primeiro o que que você precisa chegar na prova diante de uma questão suspeita de refluxo e saber o que que é o refluxo né então é importante você ter isso na tua cabeça refluxo pessoal é sempre que eu tenho ascensão tá fluxo retrógrado de conteúdo gástrico seja esse conteúdo ácido ou um conteúdo alcalino para o esôfago então perceba que que na imagem eu tive uma abertura do esfíncter esofagiano inferior o esfíncter relaxou fora
de hora e o conteúdo gástrico subiu foi parar no esôfago então todos os sintomas que eu tenho da doença do refluxo são provocados por esse fluxo retrógrado de conteúdo gástrico ou gastrointestinal para o esôfago pela abertura transitória é uma abertura fora de do esfíncter inferior do esôfago e o que que isso provoca como é que eu identifico uma questão de refluxo na prova eu olho para essa questão e fala Opa questão sobre doença do refluxo é a partir dos sintomas típicos tá quais são os sintomas mais característicos aqueles sintomas que eu olho para ele e
tenho que reconhecer a doença do refluxo pirose e regurgitação alimentar pirose pessoal a gente define como Aquela queimação retroesternal ascendente ou seja uma queimação que vai no sentido da região cervical e regurgitação é quando o conteúdo vai parar na boca então eu sinto que o conteúdo alimentar o líquido subiu e vai parar na hora faringe então se eu tenho um ou esses dois sintomas Só de eu ter esses dois sintomas de forma crônica mais de quatro semanas esse paciente tem mais de 66% de chance de ter doença no refluxo Olha como esses sintomas são típicos
são características Tá bom mas eu também posso ter um paciente que tem os sintomas ditos atípicos ou seja esses sintomas aqui de baixo eles lembram outras doenças né tosse pigarro rouquidão parece uma doença aí da otorrino com uma doença alérgica dor torácica parece uma doença da cardiologia asma pneumonia parece uma doença da pneumologia porém esses sintomas ditos atípicos em 10 a 30% dos casos eles podem acontecer Associados aos sintomas típicos no paciente com doença do refluxo ou seja não vai ser raro você encontrar uma questão de prova que fale José da Silva 40 anos tem
pirose regurgitação além de ter uma rouquidão pigarro crônico aí você na hora tem que imaginar opa ele tá me dando um paciente com sintomas típicos Associados aos sintomas atípicos ele quer que eu pense em doença do refluxo gastroesofágico não tem dúvida E aí pessoal a questão pode te dar mais informações ainda ela pode te dar os chamados fatores de risco que são aqueles fatores que aumentam muito a probabilidade de eu ter doença do refluxo são aqueles fatores que estão até envolvidos na fisiopatologia da doença do refluxo Qual é o principal deles é a obesidade você
vai perceber eu vou trazer algumas questões ali de provas anteriores do revalida e você vai ver todos os pacientes que eu trouxe Nessas questões eram obesos tinham sobrepeso Às vezes a questão te dar um IMC lá o Mc de 35 para você falar Opa tem obesidade grau 1 grau 2 tem sobrepeso E aí você cada vez mais Vai juntando o quebra-cabeça e pensando que esse paciente pode ter realmente a doença do refluxo Tá mas além da obesidade tem outros fatores menores que também participam da fisiopatologia e são considerados fatores de risco por exemplo a hérnia
de hiato do tipo 1 também chamada de hérnia hiatal por deslizamento tá isso aí quebra a barreira anti-refluxo abre a válvula que o esôfago do estômago e favorece o refluxo o tabagismo então é muito comum você ver um paciente obeso que fuma tá o que é importante nesse slide para você mas ainda é você ver essa informação aqui ó H pylori não é fator de risco para a doença do refluxo tá então se o paciente tem refluxo pirose regurgitação e fala lá que o H Pylori é positivo você já vai estar coçando a tua mão
para tratar o H pylori mas o H pylori não melhora refluxo H pylori não faz parte da fisiopatologia de nenhuma doença do esôfago H pylori tem a ver com o estômago tá no máximo com o início do duodeno ali com esôfago não tem nada a ver então risca H pylori do esôfago tá quem que você tem que pensar como paciente protótipo para a doença do refluxo é esse paciente aqui da ilustração olha lá homem geralmente homem branco obeso sedentário tabagista que se alimenta mal que tem um hábito alimentar ruim tá então pensa comigo pessoal esse
paciente ele tem risco bem aumentado de ter doença do refluxo e digo mais ele tem um risco aumentado de ter as principais complicações da doença do refluxo quanto mais idade ele tiver quanto mais ele for mais velho do que 40 50 anos quanto mais obeso ele for quanto mais idoso ele for quanto mais tabagista ele for e quanto mais tempo de sintoma mais chance de ele ter complicações da doença do refluxo Tá bom então os fatores de risco para eu ter a doença do refluxo são os mesmos fatores de risco para eu ter as complicações
dessa doença do refluxo só que com mais tempo com mais idade com mais exposição o mais sintomas guarda isso que você vai entender já já o que que eu tô falando tá agora o próximo passo é como é que eu vou tratar esse paciente qual é beijo Clínico dele tá eu já sei quais são os sintomas Quais são as apresentações clínicas tá os fatores de risco quem é o paciente e agora vamos tratar o tratamento vai depender de dois fatores primeiro a idade e a presença do chamado sinais de alarme tá isso aqui é bem
parecido com a doença ou serosa péptica com a úlcera péptica você vai se lembrar se você já assistiu a aula Olha lá se o paciente tem menos de 40 anos de idade é jovem e não tem nenhum sinal de alarme Então esse paciente ele vai receber tratamento empírico eu vou fazer um inibidor de bomba de prótons como o pantoprazol Omeprazol esomeprazol qualquer um deles durante oito semanas e vou propor mudança do ritmo do estilo de vida a gente não falou que aquele paciente obeso tabagista se alimenta mal com fritura gordura Então vamos mudar o estilo
de vida vai praticar atividade física vai tentar emagrecer Para de fumar diminui fruto fritura alimento gorduroso tá diminui a quantidade de alimento numa mesma refeição eleva a cabeceira da cama à noite para evitar o refluxo noturno Tá bom então no paciente jovem com menos de 40 anos de idade que não tem nenhum sinal de alarme primeiro eu vou fazer o inibidor de bomba de prótons Omeprazol Pantoprazol esomeprazol porque está provado que essa medicação que tem mais eficácia no controle dos sintomas da doença do refluxo e também na cicatrização da mucosa então o IBP é indispensável
mas eu vou associar ao IBP as outras medidas não farmacológicas dieta e mudança nos hábitos de vida no estilo de vida agora por outro lado eu posso ter um paciente que já tem mais de 40 anos de idade tá e tem sintomas crônicos ou olha só ou tem algum sinal de alarme nesse paciente pessoal eu vou fazer o IBP e a dieta Claro porque porque IBP é a medicação com maior custo-benefício porque porque um remédio que vai cicatrizar a mucosa e vai aliviar os sintomas do paciente então inibidor de bomba de prótons eu vou fazer
sempre porém nesse paciente que tem mais de 40 anos ou tem algum sinal de alarme Eu também preciso fazer a endoscopia digestiva alta porque porque aumenta o risco de outras doenças mais graves como por exemplo câncer de esôfago esofagite eosinofílica outras esofagites não pépticas então se tem mais de 40 anos se tem algum sinal de alarme como esses aqui que eu tô colocando aqui embaixo ó disfagia que a dificuldade para engolir impactação alimentar que é o entalamento uma história de anemia crônica já teve sangramento seja esse sangramento pelo vômito ou pelas fezes tá emagrecendo tá
perdendo peso ou vômitos de repetição isso aí é sinal de alarme eu preciso além do IBP fazer copia digestiva alta tem mais uma situação também que eu quero lembrar aqui aquele paciente que já usa IBP a mais de oito semanas e não teve melhora então no paciente refratário ao tratamento Inicial vamos dizer que seja aquele paciente lá ó com 40 com 30 anos de idade né menos de 40 não tinha nenhum sinal de alarme mas já tá usando o idp a oito semanas e não teve Melhora esse também vai merecer uma endoscopia então nos refratários
a endoscopia também é útil também é importante Tá bom mas não é só endoscopia não agora tá na hora da gente conversar um pouco sobre outros métodos complementares que você precisa saber que podem cair na tua prova o primeiro deles eu já falei que é endoscopia digestiva então a endoscopia é o primeiro exame que eu peço quando eu tenho que investigar o paciente Então veja bem a maioria dos pacientes com doença do refluxo não precisam de nenhum exame complementar se ele for menor de 40 anos e não tiver sinal de alarme basta Começar o tratamento
empírico e a dieta mudança de estilo de vida entretanto se ele tá refratário ou tratamento ou então tem sintomas crônicos com mais de 40 anos ou algum sinal de alarme Qual é o primeiro exame complementar que eu peço é a endoscopia digestiva alta ele é o primeiro Mas será que é porque a endoscopia ela é capaz de dar o diagnóstico do refluxo não pessoal a endoscopia entra para fazer o diagnóstico diferencial ou seja para eu ter certeza que não é um câncer para eu ter certeza que não é esofagite eusinofílica para eu ter certeza que
não é uma outra doença e também para investigar as complicações da doença do refluxo Porque pensa comigo o que que eu falei para você quanto mais idade tem esse paciente quanto mais tempo de sintoma ele tem mais chance de ter complicação não tem as três principais complicações que eu vou pontuar daqui a pouco então se o paciente tem mais de 40 anos a endoscopia também é importante para afastar complicações da doença do refluxo Tá bom então quando nós queremos investigar com exame complementar o primeiro exame solicitado é a endoscopia Agora se a questão pergunta qual
é o exame chamado padrão ouro padrão ouro É a phmetria de 24 horas que é o exame que documenta o refluxo acontecendo tá o refluxo ácido pelo menos então a phmet de 24 horas ela é capaz de medir o refluxo ácido durante um período de 24 horas o paciente ganha uma sonda passa uma sonda pelo nariz essa sonda fica posicionada no esôfago e ele vai para casa e tem um sensor aqui do lado de fora que fica monitorizando as alterações do PH desse paciente durante 24 horas eu preciso pedir esse exame sempre não pelo contrário
isso é um exame que eu só peço quando eu tenho dúvida diagnóstica então por exemplo um paciente de 38 anos de idade que tem pirose tem alguma dificuldade ali para engolir eu fiz a endoscopia endoscopia foi normal tá eu já tô fazendo o inibidor de bomba de prótons o pantoprazol e os sintomas dele continuam aí vem aquela dúvida será que ele tem um refluxo de difícil controle será que é outra doença que eu não conseguia ainda identificar então no caso de dúvida diagnóstica né quando eu preciso confirmar usar um exame padrão ouro aí a phmetria
de 24 horas agora o último método complementar que eu preciso que você se lembre é a manometria esofágica a manometria pessoal é um exame que mede as ondas de contração do esôfago ela mede a peristalse e esofágica além de ver também a pressão do esfíncter superior e do esfíncter inferior tanto a pressão repouso quanto a pressão de relaxamento tá a manometria dá o diagnóstico da doença do refluxo nananina não quem dá o diagnóstico é a phmetria Então para que que serve a manometria esofágica é um pré-operatório então quando eu decido operar o paciente com doença
do refluxo tá aquele paciente que já tratou clinicamente não resolveu eu fiz a phmetria comprovei que o que ele tem realmente é a doença do refluxo mas não melhora com o IBP sintomas refratários sintomas de difícil tratamento então a gente fala assim poxa vamos agora operar esse paciente Vamos fazer uma cirurgia um tratamento cirúrgico para controlar o refluxo dele quando é opto por isso eu preciso fazer a manometria para avaliar se o esôfago desse paciente está se contraindo de forma correta Qual é a serventia disso Qual o propósito para eu decidir a melhor técnica cirúrgica
Porque se o esôfago ele se contrai de uma forma normal a peristal é normal eu uso uma determina técnica que eu vou falar daqui a pouco agora se esse esôfago já tem um comprometimento da sua peristalse ele não se contrai direito às ondas são fracas aí eu preciso fazer outra técnica cirúrgica para tratar o refluxo Tá bom então a manometrias ou faz que ela serve como exame pré-operatório quando eu decido operar esse paciente beleza pessoal eu já falei 1 milhão de vezes aqui sobre as complicações Quais são as principais complicações da doença do refluxo a
mais comum é a esofagite a esofagite péptica que nada mais é do que ferida no esôfago Então veja até um quarto dos pacientes quando essa do refluxo podem interferida no esôfago esofagite a segunda complicação mais comum é o esôfago de barret que vai ser o motivo do final dessa aula a gente vai falar um pouco mais sobre ele 10 a 15% dos pacientes com refluxo correm o risco de ter esôfago de byte e a mais rara a mais incomum é estenose estenose quando ferida né tão profunda que na cicatrização fecha a luz do esôfago reduz
o calibre do esôfago e o paciente pode ter dificuldade para engolir não Essas são as três complicações que eu posso ter sendo que a mais comum disparadamente é a esofagite show de bola mas a maioria dessas complicações se eu fizer tratamento bem feito vai resolver mas naqueles casos de pacientes que os sintomas são refratários que não melhoram com tratamento Clínico como eu já falei a gente tem que avaliar se eu vou operar esse paciente se eu vou partir para o tratamento cirúrgico E aí é importante você saber quais são as indicações clássicas quem é o
paciente que eu vou mandar operar é aquele paciente que tem falência do tratamento Clínico ou seja ele já trata há bastante tempo Omeprazol Pantoprazol já faz a dieta e tudo mais mas continua com sintoma quando eu faço a endoscopia tem lá ferida esofagite que não melhora tá é aquele paciente que eu consegui fazer a phme eu já provei que o que ele tem realmente é a doença do refluxo não é outra doença mas o tratamento Clínico não funciona ou então ele se torna dependente desse tratamento ele usa Omeprazol Pantoprazol já há 10 anos e quando
ele para de tomar ele volta a ter sintoma abre ferida tudo de novo tá então naquele paciente que já usa um tratamento Clínico há muito tempo que é dependente não quer mais fazer uso dessa medicação ele não tolera mais o IBP ou ele deseja suspender E isso também é uma indicação para o tratamento cirúrgico E para finalizar o predomínio dos sintomas respiratórios Ou seja aquele paciente que ele tem muita asma tem pneumonia de repetição o problema dele não é a acidez é o ato do alimento ou do conteúdo gástrico ficar chegando toda hora na árvore
respiratória não adianta fazer e beber porque o IBP não Evita o refluxo ele só é alcaliniza o PH do gástrico tá então no paciente que tem predomínio de sintomas respiratório ele vai ter que fazer o tratamento cirúrgico tá bom vai ter que fazer o tratamento cirúrgico dá uma olhada nessa tela dá um print nessa tela porque essas indicações você tem que saber e quando eu vou operar Qual é a cirurgia que eu vou fazer é uma cirurgia chamada fundoplicatura eu vou descolar ali os vasos do fundo gástrico pega o fundo do estômago e dou uma
volta ao redor do final do esôfago então eu uso o fundo do estômago para fazer uma nova válvula anti-refluxo por isso que o nome é fundoplicatura tá E aí existem a segunda aplicaturas totais tá e a par e as parciais Tá fundoplicatura total é quando eu peguei o fundo do estômago e dei uma volta completa de 360 graus ao redor do esôfago é a cirurgia de nicem que é uma fundoplicatura de 360 graus Lembrando que eu faço naquele paciente que eu fiz a manometria e a minha monometria mostrou que a contraatividade dele é normal ou
seja se eu fizer uma válvula nova ali bem apertada como ele contrai de forma normal ele não vai ter problema do fluxo alimentar o trânsito alimentar vai acontecer de forma Ok entretanto aqueles pacientes que têm alguma disfunção na contratilidade do esôfago se eu fizer uma Fundação ele não consegue mais engolir vai ter uma disfagia no pós-operatório então para os pacientes que tem comprometimento da peristalse eu vou fazer alguma técnica de fundo publicatura parcial como a fundo aplicatura anterior a dor de 180 graus ou a fundo a aplicatura posterior A Tupi então perceba que esses dois
exemplos aqui a volta não fecha não é uma volta completa é apenas uma semi volta digamos assim uma fundo publicatura apenas parcial beleza com isso nós falamos sobre doença do refluxo tá a principal forma de tratar clinicamente as indicações para o tratamento cirúrgico como é que é feito o tratamento cirúrgico agora eu quero finalizar a última parte da aula falando especificamente sobre uma das complicações da doença do refluxo que é o esôfago de barreth tá você viu ali atrás num dos slides que eu falei que ele pode acontecer em 10 a 15% dos pacientes que
tem doença do refluxo principalmente naquele paciente lá da foto homem com mais de 50 anos tabagista obeso e que já tem sintomas de refluxo há mais de cinco anos mal controlados o que que acontece com esse paciente de tanto chegar ácido no esôfago dele a mucosa não tolera aquele estímulo ácido excessivo e Acontece uma transformação que a gente chama de metoplasia a mucosa do esôfago que é uma mucosa escamosa ter sido pavimentoso lá no final do esôfago ela se transforma uma mucosa glandular nascem glândulas no finalzinho lá do esôfago então dá uma olhada aqui o
que acontece qual é a definição do esôfago de byte é o epitélio escamoso do esôfago que se torna o epitélio colunar ou seja o epitélio glandular rico em Células caliciformes E são células intestinais é por isso que o nome da metaplasia é metaplasia intestinal porque as células colunares que ele passa a ter são células califórnias então isso acontece pessoal devido ao estímulo ácido chegando ali no esôfago tempo inteiro ele sofre essa transformação tá bom e os principais fatores de risco eu vou repetir porque você já tá cansado de saber mas é importante que você decore
obesidade idade maior do que 40 50 anos tabagismo raça branca e sintomas crônicos trouxe uma foto aqui para você do que que é o esôfago de barret Então veja essa parte branca que você tá vendo é a mucosa normal do esôfago é como deveria ser tudo isso que tá mais clarinho aqui rosa claro é o epitélio escamoso por outro lado tudo isso que você tá vendo aqui ó que é alaranjado de uma cor meio salmão é uma mucosa do tipo intestinal que tá nascendo no esôfago distal Então isso é o esôfago de Barrett ou metaplasia
intestinal no esôfago qual é o problema dessa metaplasia ela aumenta o risco do paciente desenvolver o câncer de esôfago Então quem tem esôfago de barret pode ter um risco mais alto desenvolver o câncer de esôfago todo mundo não nem sempre por exemplo quem não tem displasia o risco é muito baixo é de apenas 0,12% ao ano o que que é displasia displasia quando essa glândula que cresceu no esôfago ela é uma glândula já tortuosa uma glândula atípica que tá perdendo a sua estrutura normal então se eu tenho esôfago de byte mas não em displasia o
meu risco de câncer ainda é muito baixo o que que eu vou fazer com esse paciente e BP Então eu tenho que manter o idp e vou repetindoscopia com biópsia para pesquisa de displasia a cada três a cinco anos então eu não precisou operar esse paciente nenhuma conduta invasiva se ele não tem displasia tá agora se ele passa a ter displasia aí a coisa muda de figura porque é displasia ela começa de baixo grau depois ela se torna antiplasia de alto grau e dá displasia de alto grau quase que imediatamente ela se transforma no câncer
de esôfago do tipo adenocarcinoma pessoal quando eu tenho displasia no esôfago Eu tenho um risco 40 50 vezes maior do que a população Geral de evoluir para o câncer de esôfago Então o meu problema que não é o barrete o meu problema é a displasia é ela que eu tenho que vigiar é para ela que eu tenho que olhar Beleza então quando eu tenho a displasia ainda de baixo grau eu posso dobrar a minha dose do bebê e repetir a endoscopia com biópsia a cada três meses tá isso se eu não tiver uma técnica chamada
ablação por radiofrequência o chamado rfa se eu tenho uma ablação com radiofrequência eu vou preferir queimar esse esôfago eu faço a rfa como você tá vendo aí Ó então se eu confirma displasia e eu tenho o rfa eu vou queimar esse esôfago na região onde tem o barrete tá se eu não tenho no meu serviço na minha região o rfa eu tenho que manter o intervalo de vigilância muito curto eu tenho que fazer endoscopia com biópsia de seis em seis meses Beleza então se eu tenho o rfa eu vou preferir fazer a ablação o rádio
frequência se eu não tenho rfa eu vou fazendo endoscopia de 6 em 6 meses para vigiar se essa displasia vai se tornar de alto grau agora situação extrema eu já tenho uma displasia de alto grau tá eu posso ficar acompanhando esse paciente não se a minha disfasia já é de alto grau eu faço rfa mas se eu não tenho rfa eu vou partir para esofajectomia eu vou tirar aquele pedaço do esôfago que tem o Barrett com displasia de alto grau show então não tenho displasia vou repetindoscopia tá é três de três a cada três a
cinco anos com biópsia já tenho displasia de baixo grau posso dobrar o IBP repito endoscopia em três meses para confirmar é displasia ou eu faço ablação com rfa ou eu vou ficar fazendo endoscopia de 6 e 6 meses com biópsia agora meu amigo se já é desfazer de alto grau já é um pré câncer ou eu faço uma ablação com rfa ou se eu não tenho disponível no meu serviço na minha região é esofajectomia direta tá então eu só vou fazer a esofagectomia na displasia de alto grau que eu não tenha possibilidade do rfa pessoal
isso aqui é muito confuso as pessoas erram isso na prova do revalida na prova de residência médica na prova de título tá É impressionante como segmento de esôfago de barret é motivo de erro então dá uma olhada nisso daqui Se tiver dúvida vai lá no fórum de dúvidas faça perguntas me pergunte lá nas redes sociais mas não vai errar segmento de esôfago de barret pelo amor de Deus tá bom vamos agora fazer umas questõezinhas para finalizar a aula para você ver como que isso pode cair na prova do revalida dá uma olhada aqui nessa questão
de 2013 um homem jovem 35 anos de idade tem hérnia de hiato é obeso Olha lá obesidade hérnia de hiato tá já é acompanhado há 10 anos fez uma endoscopia a gente não sabe muito também porque mas endoscopia mostrou esofagite e esôfago de Bart de 5 cm tá então é um paciente que embora seja jovem Mas como ele tem muitos fatores de risco ele já tem tanto a esofagite quanto o esôfago de barrete E aí a gente fez biópsias nesse esôfago de byte confirmou a metaplasia Tá bom mas não falou nada sobre o quê sobre
displasia então se não tem displasia se não tem qual é a minha conduta é fazer cirurgia não é fazer esofagectomia também não fazer apenas orientações e gênero dietéticas e antiácidos não antiácido é sulfato de magnésia tá não é nada disso a gente tem que fazer o inibidor de bomba de prótons tá olha a letra e tratar H pylori Claro que não nós já falamos que H pylori não tem nada a ver com doença do refluxo Então o que o que a gente vai fazer é o inibidor de bomba de prótons o que manda repetir endoscopia
por em três meses porque o paciente além do Bart também tinha esofagite Então faz sentido a gente repetir a endoscopia em três meses para saber se a esofagite cicatrizou se tivesse cicatrizada aí eu só preciso ficar repetindo a cada três a cinco anos porque esse tempo todo porque não tem displasia beleza vamos lá responder mais uma questão dessa vez uma questão de 2012 esse paciente aqui tem 51 anos de idade homem tá já tem queixa de Olha lá pirose pirose sintoma típico de doença do refluxo geralmente deflagrada por alimentos gordurosos e Álcool prática de atividade
física porque quando eu contrai a musculatura abdominal eu posso fazer pressão estimula o refluxo alguns pacientes têm refluxo no Exercício físico quando vão fazer atividade física principalmente que usa o abdômen Então tá compatível também e ao deitar-se muitos pacientes têm refluxo noturno depois que ele deita é pior tá É e tem períodos ainda de regurgitação Olha só ele tem pirose E regurgitação além disso sexo masculino 51 anos e tudo mais não tem nenhum sinal de alarme nega vômito nega disfagia nega ou denofagia não faz nenhum medicamento tá e tem sobrepeso meu Deus do céu ele
deu todos os fatores de risco que a gente conhece praticamente sobre peso homem é maior que 50 anos tem pirose regurgitação não tem a menor dúvida que o nosso problema aqui é a doença do refluxo E aí ele tá perguntando o seguinte qual é a abordagem mais custo efetiva e benéfica para esse paciente pegadinha presta atenção abordagem mais custo efetiva ou seja abordagem mais barata que vai trazer os melhores benefícios vídeos para esse paciente Qual é o benefício que ele pode querer alívio de sintoma parar de sentir pirose parar de ter azia parar de ter
se desconforto Tá certo então aqui entre os as medidas né que a gente poderia ter fazer manometria ainda não a gente não decidiu operar esse paciente solicitar endoscopia com biópsia Opa aí você fala paciente que tem mais de 40 anos de idade Ele tem indicação para endoscopia tem mas aí tá perguntando qual é a conduta mais custo efetiva e benéfica para resolver a queixa do paciente o que ele tá te trazendo no consultório Olha a pegadinha não tá perguntando qual é o primeiro exame que eu tenho que fazer e agora eu faço o que não
qual é a conduta mais custo efetiva tá nesse caso a conduta mais custo efetiva é prescrever inibidor de bomba de prótons lembra lá eu sempre faço e beber durante 8 semanas em todo o paciente que tem doença do refluxo então começa o tratamento Assim faço inibidor de bomba de prótons durante 8 semanas se ele melhora dos sintomas ele vai manter com a dieta e eu tiro o IBP se ele volta a ter sintomas eu posso fazer o IBP sobre demanda se ele é refratário ou tratamento com IBP Eu vou investigar se ele tem alguma outra
doença ou se é só o refluxo refratário tá se ele não perdeu o peso direito se precisa melhorar mais os hábitos alimentares Mas tudo começa com o IBP eu não tô dizendo que eu não vou fazer endoscopia Mas a pergunta é a medida mais custo e efetivo e benéfica para queixa desse paciente para o quadro que ele tá trazendo para você então a resposta letra c de casa beleza Olha lá a letra e teste invasivo para H pylori o que que é H pylori tem a ver com refluxo o que que é H pylori tem
a ver com esôfago nada H pylori não interfere no esôfago é por isso que eu falei com você lá no início da aula porque as questões elas querem te confundir tá bom vamos resolver mais uma agora agora eu trouxe uma novidade uma questão escrita uma questão aberta para vocês verem como isso cai Olha lá homem tá sexo masculino 54 anos Olha a queixa dele pirose tá há mais de 10 anos e vem piorando Além disso além da pirose regurgitação parece uma dupla sertaneja pirosa E regurgitação então quase sempre juntos tá perdendo peso Olha o IMC
dele pessoal já pra dizer pra gente que é um paciente com obesidade tá aí ele fez endoscopia que mostrou uma úlcera no esôfago tá friável e a presença de uma mucosa de aspecto rosa ou avermelhado seja uma mucosa diferente circunferencial próximo da junção escama com lunar que é a transição com esôfago aí se você tá desavisado você vai achar que ele tá descrevendo um câncer de esôfago tá mas olha só ele tem uma mucosa alaranjada de cor sal circunferencial só por esse descritivo a gente já pensa no esôfago de Barrett na metaplasia intestinal Só que
tem uma úlcera nessa metaplasia intestinal Será que já é um câncer nascendo em cima do esôfago de Barrett então se você tivesse bem habituado a esses termos você já iria começar a suspeitar disso daí E aí ele fez biópsias tá e o resultado da biópsia essa foto aqui tá um resultado anátomo patológico E aí o que que eu quero chamar atenção para você esse essa peça tem glândulas tá vendo esse monte de bolinha aí de vaculezinho vocês são glândulas são células califórnias você tem que decorar essa imagem que a imagem de glândula tem que ter
glândula na mucosa do esôfago não então se não tem glândula na mucosa do esôfago a gente já tá sabendo que isso aí realmente é uma questão sobre esôfago de byte aí você fala Professor Agora eu tenho que aprender lâmina veja se você tivesse lido lá a questão anterior e identificado o que que o que que o examinador tá te dando um homem com pirose regurgitação uma área alaranjada no esôfago distal próximo do estômago pronto você já saberia que isso aí é esôfago de barret que é metaplasia intestinal você não teria nem obrigação de Reconhecer essa
lâmina só pelo caso Clínico você já iria matar o que ele tá dizer o que ele ia te mostrar tá E aí a questão a pergunta qual o diagnóstico o prognóstico E o planejamento terapêutico desse PA pessoal qual o diagnóstico esôfago de barret metaplasia intestinal certo porque porque eu tenho glândulas na mucosa do esôfago num paciente que tem sintomas e fatores de risco da doença do refluxo Qual é o prognóstico se esse paciente não tiver o controle da doença do refluxo aumenta o risco disso uma vez tendo displasia evoluir para o câncer de esôfago o
adenocarcinoma gástrico Qual é o planejamento terapêutico depende da presença ou não de displasia no esôfago de barret sem displasia você vai fazer endoscopia com biópsia a cada três a quatro a cada três a cinco anos mantendo o idp indefinidamente se tiver displasia aí se for de baixo grau você vai fazer endoscopia com biópsia por menos tempo e rfa se tiver disponível se for uma displasia de alto grau você vai fazer o rfa se eu não tenho essa técnica disponível e esofagectomia displasia de alto grau já é praticamente um câncer de esôfago Beleza então veja que
você tem que saber isso porque pode cair na tua prova caiu em 2011 pode cair de novo a qualquer momento então estude esôfago de barret e estúdio doença do refluxo isso é sempre um tema importante e um tema Coringa que pode cair a qualquer momento lá na tua prova show de bola pessoal mais uma vez obrigado Me acompanhe nas redes sociais no Instagram @proffeliocastro tire suas dúvidas entre no Fórum de dúvidas e principalmente vá resolver questões o que vai fazer ter facilidade fazer tua prova rápido e acertar tudo é resolver Questão questão e mais questão
beleza um grande abraço e até uma próxima aula de gastroenterologia [Música] [Aplausos] [Música] [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Aplausos] [Música] [Música] [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] [Música] [Aplausos] [Música] [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Aplausos]