[Música] olá bem-vindo ao canal da Clínica Factor lembrando a todos que também temos as nossas entrevistas em podcast hoje vamos fazer uma entrevista de extrema importância é com o professor Doutor Paulo Grimaldi nós vamos discutir o que que é anatomia patológica o que que por que que é importante para o cirurgião ter este especialista médico que nos ajuda tanto no diagnóstico no pós cirúrgico né as pessoas operam passa-se uma semana volta-se no consultório para o retorno pós-operatório em cima disso é feito uma estratégia de tratamento então ele vai falar a importância e E as novidades
sobre o assunto o Doutor Paulo Grimaldi já o conheço há muitos anos inclusive no meu começo de carreira ele fez muita patologia para mim ele é formado na Escola Paulista de Medicina foi fez uma residência de um dos melhores locais aqui de São Paulo na época que era o matozinho em França sobre a parte de Patologia fez mestrado na Escola Paulista de Medicina de anatomia patológica e fez um doutorado numa C Camargo e é dono do laboratório Patos desde 1985 grimaldo Obrigado você ter vindo novamente seja vendo uma outra entrevista né E você fala muito
bem é uma pessoa que sabe muito então a gente não pode perder essas oportunidades obrigado por ter vindo viu Eu que agradeço obrigado o que que é anatomopatológico qual é a importância a gente opera e faça uma doutora porque precisa tirar uma pecinha então explica o que que é o anatomo patológico e qual que é a importância desse exame bom o anatomo patológico é o estudo que a gente faz numa peça retirada do paciente através de uma cirurgia então o cirurgião ele retira a peça pode ser uma biópsia uma peça pequenininha ou então uma cirurgia
maior um estômago um útero e aí a enfermeira coloca num saco plástico onde tem formol o formol evita que aquele material estrague e aí o médico preenche um pedido médico e aquilo vai para o laboratório chegando no laboratório nós vamos fazer um exame inicialmente chamado exame macroscópico onde a gente olha a olho Nu O que é aquele material pesa o material a gente mede descreve depois a gente secciona o material inteirinho e escolhe alguns fragmentos que vão que o técnico no dia seguinte vai fazer uma lâmina aí ele faz toda uma lâmina todo um preparo
um artesanal ele até preparar a lâmina essa lâmina do dia seguinte vai para o patologista e ele olha no microscópio O que é aquela doença primeira pergunta é câncer ou não é câncer se for câncer que tipo que é porque cada tipo de câncer tem um tratamento específico se não for câncer O que é aquilo que tava parecendo um câncer Então tem um nome aquela doença e aí Aquilo é efeito elaborado um laudo e esse laudo é encaminhado para o cirurgião que pediu o exame e aí é feito assim é baseado nesse laudo aí a
bola tá com você tá agora então aí a pergunta assim quem faz as biópsias normalmente são os cirurgiões mas também o patologista pode fazer por exemplo uma punção de tireoide que acaba fazendo é o radiologista mas também o patologista pode fazer no laboratório né Isso mesmo é um exame mais moderno que tem agora que é uma chama punção uma agulha fina então a gente entra no nódulo de tireoide mama linfonodo são qualquer caroço que houver no corpo a gente pode introduzir uma agulha fina aspirar o material e olhar no meio depois faz uma coloração e
olha no microscópio e aquilo com 95 96% das vezes a gente acerta o diagnóstico sem precisar fazer a cirurgia de cara E aí dependendo da cirurgia do diagnóstico então é feita a cirurgia entende normalmente então a gente como faz Oncologia algumas peças como estômago por exemplo a gente não a gente não deve abrir a peça até para não atrapalhar o patologista né Eu não sei se você gosta mas em alguns casos a gente acaba abrindo né para achar a localização se está correta né se foi retirado do tumor a gente às vezes fica com patologista
na sala que pode fazer a biópsia de congelação você pode falar isso para nós e muitas vezes a gente deixa os gânglios com alfinetinhos marcando um papel né especial né o mapa né Para a gente saber qual é a cadeia ganglionar me explica essa biópsia de congelação que é feita no intra operatório Por que que ele é importante é a biópsia de congelação ela é feita no momento da cirurgia então o patologista vai até o centro cirúrgico ele troca de roupa separamento especial para entrar dentro centro cirúrgico e geralmente tem uma salinha ao lado da
sala de cirurgia tem uma salinha do patologista Onde tem um microscópio tem um equipamento e ele participa da retirada do material ali olhando a cirurgia junto com o cirurgião E aí o cirurgião tira um pedacinho o patologista vai ao lado em cinco minutos a gente consegue fazer uma lâmina olha no microscópio e já responde primeiro é benigno ou maligno Isso é uma primeira indicação da congelação para saber se aquilo é um tumor maligno ou benigno porque se for maligno o cirurgião precisa aproveitar aquela anestesia e já tirar todo o material que ele puder fazer todo
esvaziamento daquele câncer para não ficar nem um pedacinho ali no paciente e o patologista espera ele fazer toda a cirurgia e depois ele faz a congelação das margens para saber se a retirada cirúrgica foi realmente eficaz para o paciente se não for maligno muitas vezes terminou a cirurgia porque era um nódulo pequenininho ele já tira fecha e acabou então se for maligna é uma coisa se for benigno ou outra indicação da congelação margem cirúrgica então a paciente tem um câncer no rosto aqui geralmente uma moça bonita qualquer um não vai querer ter uma incisão maior
do que o necessário então o cirurgião plástico ele retira bem rente ao tumor E aí o patologista do lado vai na salinha e examina as margens desse tumorzinho e fala para ele olha esse aqui na parte superior tá um pouquinho perto demais aumenta aqui na parte superior aí o cirurgião vai lá tira uma na rua bem pequenininha e já resolve o problema da paciente Esse é uma segunda indicação e a terceira e última indicação é quando você um tumor cerebral por exemplo onde o cirurgião neurocirurgião entra com umas cirurgia estéreotática ele entra com uma agulha
lá dentro do tumor E aí ele faz uma retirada mas muitas vezes ele não sabe se ele tá tirando o tumor ou tá tirando um tecido Vizinho ao tumor e se ele não tirar no tumor vai acabar sendo em vão a cirurgia que ele faz então o patologista tem que estar ao lado para garantir para ele não Benigno não maligno mas garantir material tá aqui podem se encerrar que tá tranquilo que na cirurgia oncológica é fundamental porque a cirurgia ela tem que ser radical e curativa e muitos casos principalmente foram um câncer Inicial né E
se for um câncer avançado até para que a quimioterapia e radioterapia não seja tão agressiva porque você tem que tentar fazer uma o máximo possível da cavidade agora animal você me explicou já o que é biópsia de congelação que as peças são mandados para laboratório mas tem muita mulher por exemplo que vai fazer um papanicolau que são a citologias né É isso que que é citologia a citologia ela é ela qual a diferença entre um anatomo uma biópsia e a citologia o anatomo é um tecido ele então é a forma da célula é ela é
definida pela pressão das células vizinhas Então ela fica num tecido Isso é isso é uma biópsia então é uma histologia né isso o tecido logo os estudos histologia o estudo do tecido então a gente vê aquele tecido no microscópio agora célula citologia o que que é quando quando o médico raspa por exemplo ginecologista ele raspa o colo do útero da paciente ele raspa com a com uma espátula e coloca numa lâmina ou então ele pega e ele entra no canal endocervical ele raspa aquela escovinha depois ele tira quebra o cabo e coloca dentro de um
vidro que tem um fiz uma solução fixador quando chega no laboratório A gente vai ver célula solta Então a gente vai ter uma outra abordagem para o exame citológico então uma é para anatomia patológica outra para citopatologia são coisas diferentes mas na realidade ia ver a forma da célula cancerosa é isso que a gente faz perfeito aí Grimaldi eu chego mando uma peça para você você fala liboni isso aí é um tumor aí você fala assim vamos fazer a imuno histoquímica E aí o paciente tá tadinho esperando resultados olha vai esperar mais um pouquinho porque
tem muito tempo porque tem mundo estoquímica é uma complementação da do resultado da patologia porque muitos tumores Apesar deles terem uma Gênese totalmente particular diferente uma da outra ele mostram com a mesma aspecto na coloração de rotina que a gente usa porque quando o técnico porque é assim a gente faz o exame macroscópico da peça seleciona os fragmentos aí a gente coloca nos cassetes de plástico e Entrega na mão do técnico o técnico coloca no aparelho que o esse aparelho faz uns vários banhos até que seja possível fazer uma inclusão num bloco de parafina então
fica um quadradinho assim e numa das faces você vê o material aí ele coloca no aparelho chamado micrótomo micros pequeno tomamos cortar o que que o micrômetro faz ele corta aquelas fatias com milésimos de milímetros que são micros né com três quatro micros e ele vai cortando e vai saindo uma fitinha aí ele pega aquela fita Põe num banho maria 37 graus a fitinha abre e ele pesca com uma lâmina aquilo coloca a lâmina num cepo de madeira espera secar E aí vai fazer a coloração para ele fazer a coloração para o patologista poder enxergar
porque se ele usar Se você olhar a lâmina do jeito que é cortada vai ficar tudo branco você não vai ver nada então você tem que fazer uma coloração que vai diferenciar o citoplasma do núcleo celular uma toxicilina essas coisas eosina colostoplasma em cor-de-rosa Magenta então aí o patologista consegue enxergar agora muitos tumores como eu tava falando por exemplo o carcinoma epidermóide é um tipo de tumor maligno que pode dar na pele mas tem o melanoma maligno também que também pode dar na pele Se eles forem muito muito assim desde diferenciados quer dizer muito jovens
a figura no microscópio é muito parecida uma da outra uma figura do melanoma é muito parecida com a do carcinoma quando eles são indiferenciados diferenciar E aí ficava um problema porque o tratamento para melanoma é um e o tratamento para carcino epidemio é radicalmente oposto então uma pessoa latino-americano inclusive que morava nos Estados Unidos ele bolou uma forma de fazer uma reação imunológica Então como é que funciona essa reação imunológica eles Pega o ratinho e pega um tumor melanoma e injetam no sangue do Ratinho eles fazem um arcerado injeta no sangue do Ratinho e um
carcino é num outro ratinho aí o corpo desse Ratinho vai formar anti corpo contra o melanoma e o outro contra o carcinoma e o anticorpo é absolutamente específico é como se fosse uma chave na fechadura ele só vai formar de corpo contra o milanoma esse aqui e o outro contra o carcinoma resolveu o nosso problema porque porque quando eu tiver um caso onde eu não sei melanoma ou carcinoma que que eu faço eu corto duas lâminas e Pingo uma gotinha de anticorpo melanoma num e carcinoma epidermóide no outro e vai haver uma combinação depois eu
uso um segundo anticorpo que é só para marcar em castanho então onde houver a reação antigrina de corpo o segundo anticorpo vai precipitar e fica marrom e o outro quando não tem ele fica azulzinho que não vai não teve a reação Então se olhando no microscópio você consegue diferenciar um absoluta certeza o que é melanoma e o que é carcinoma perfeito é uma complementação muito frequente viu Libânia porque cada vez mais a Oncologia progride a Passos assim de avião Super chato sônico né então você a toda semana sai uma coisa nova que você tem que
acompanhar porque senão você senão Oncologia você utiliza e deu tal informação aqui no laudo aí você leva um puxão de orelha tem que estudar todo dia senão então eu vou te aprontar o homem Então me fala de alvos terapêuticos então por exemplo você tem o kirraça baf e outros mais que são alvos terapêuticos e o que que é o terapêutico E por que que você é tão importante essa informação que você vai dar para o cirurgião e para o oncologista tratar esse paciente porque o câncer ele está dentro da gente o câncer então sempre se
pensou que o câncer estava fora e aí chegou-se à conclusão depois de um até ter um livro muito bacana né o Imperador de todos os males do que já reti que é um indiano ele escreveu um livro de 700 páginas e ele é oncologista e da residência ele ficou tão interessado com a história do câncer que ele acabou escrevendo um livro que ele chamou de a biografia do Câncer Espetacular Ele conta ali como as coisas andaram Então qual por que que eu falei que o câncer tá dentro da gente porque o câncer é uma mutação
genética Então você tem os seus as suas células da tireoide por exemplo então quietinha lá de repente vem um estímulo e elas dá multiplicação quando elas porque todas as células continuamente estão se multiplicando numa determinada mutação ela sofre um desvio em vez de formar um DNA exatamente igual da mãe ela a mãe forma duas filhas uma normal e outra alterada essa outra alterada se houver condições no ambiente que ela está ou seja no organismo do paciente ela vai proliferar e vai virar um câncer Então você tem no câncer fatores predisponentes e desencadeantes o que que
é um fator predisponente é a mutação o que que é o fator desencadeante é o cigarro no pulmão então o sujeito tem a mutação no pulmão E aí que aí Vocês perguntam né mas não dá para saber se tem a mutação ou não ainda não a gente não sabe se tem a mutação ou não aí ele vai fumar ele fuma nicotina vai estímulo vai ser o fator desencadeante ele vai ter câncer de pulmão entende tanto que quando a gente sabe até para câncer de colo quando você para de fumar existe até uma regressão e diminuição
da chance de virar porque você tem várias etapas no organismo que bloqueiam essa produção do tumor E aí quando aquele chamado p16 que é o guardião do Genoma ele é o guelê chamado guardião do Genoma toda célula que multiplica essa que eu tava explicando a filha que está alterada ele chega lá na célula o gene né o gênero fala assim olha você conserta aí porque senão você vai morrer e a célula 80% das vezes ela conserta agora 20% ela não conserta E aí o que acontece ela cresce e aí vira um câncer porque isso é
importante essa esses alvos terapêuticos até para estudar se você vai usar e monológicos você vai usar é quimioterapia se você vai sem estabilidade de micro satélites é mais ou menos isso então aí o que que faz agora a patologia que todo mundo pensou que a patologia fosse desaparecer porque é tudo genético só que é a patologia genética hoje o patologista ele entra dentro da molécula do DNA então ele dá para você através da do equipamento que nós temos nós damos que faz o sequenciamento né nós damos para você como é a sequência de genes do
Câncer E aí é assim que as grandes farmacêuticas fazem os pegam essa sequência e começa a estudar em Ratinho uma droga para bloquear aquela sequência tipo assim terapia alvo vai lá bloqueia uma proteína que faz o tumor crescer rápido pronto bloqueio E aí na no imuno ela vai bloquear vai estimular o organismo a criar anticorpos contra Exatamente isso daí exatamente E aí bom você viu que é interessante a gente já falou de várias funções da patologia como é que ela migrou né E aí me fala uma coisa interessante hoje tem um Bio banco que que
é biocombuca que é o banco de tumores Por que que ele é importante é fundamental na história da patologia na história da genética da patologia molecular né que é por causa do seguinte então você faz uma cirurgia por exemplo de estômago você que gosta de operar estômago e você faz pede o patologista na congelação ele vai lá e você fala Olha eu acho que isso aqui é um tumor ele congela e fala para você realmente é um tumor é uma denocarcinoma aí o que que vai acontecer antes de colocar no saco plástico onde o formol
vai conservar aquele papel impedir a sua Lise a impedir a sua autólise antes o patologista retira um pedaço e congela menos 80 graus então ele não sofre ação do formol porque o formol ele degrada o DNA então muitas vezes você vai fazer uma patologia molecular no material que foi feito um formol foi fixado um formol errado hiper concentrado por exemplo não dá certo não dá certo já com o banco de idade de tumores Você tem o primário ali não foi nem feita a lâmina entendeu quer dizer não passa porque para fazer a lâmina é todo
um processamento químico primeiro vem a fixação com formol depois vem a desidratação com álcool puro álcool 90 por 95 99 ele desidrata aí você usa o xilol que é para diaconizar a célula ou seja ela vai preparar a célula para entrada da parafina e o último etapa é parafina líquida Por que que a parafina líquida porque a parafina há 30 graus ela é sólida né na nossa temperatura ambiental se você puser 60 graus ela vai ter está líquida e ela penetra dentro da célula e ela enche aquele tecido aquele tecido fica ótimo para ser cortado
porque se não você não ia conseguir cortar Aí você faz o corte aí o primeiro passo na coloração é tirar parafina porque a parafina atrapalha aí você tira parafina depois vem você entra no álcool no jiló depois você põe a elzina que vai curar o citoplasma e a hematoxilene Vai colar o núcleo aí fica perfeita a situação no banco de dados não acontece isso nada o banco de dados é puro você pega pura e vai para genética para patologia molecular do banco de da idade que é para estudos futuros e novas drogas entender então é
uma coisa então aí outra coisa então ela vai dar fatores prognósticos preditivos né Então olha que interessante trabalhar importante e aí o que que é hibridização ou hibridação é uma técnica que se usa na genética para você fazer por exemplo o HPV né o HPV é semelhante a genética e estoquímica só que são com sondas Por que que o HPV é importante que tem vários subtipos e tem uns que são mais agressivos e dá mais risco de ter uma transformação Marcelo né então por isso alto risco que dá no câncer de colo uterino por exemplo
hoje eu fiz um diagnóstico de Carcinoma epidermóide do colo uterino aí liguei para o médico falei para ele ele falou bom você pode fazer a hibridização falei já tô fazendo porque porque tudo vai depender tudo vai depender do resultado se for baixo risco o câncer se é que tem o câncer e vai ser um câncer de baixa malignidade vamos dizer assim né o gel de alto risco não então no papanicolau você faz no papanicolau você vê lá você pega uma lesão de alto grau você faz a hibridização já sabe se é alto grau ou baixo
grau baixo o grau Ninguém liga alto você tem que fazer uma uma colonização se for uma mulher jovem que queira engravidar ainda você faz uma colonização senão se ela já tem a prole que ela queria você faz histerectomia e pronto entendi você matou em cima que são os exames que a gente mais pede e como é importante cada especialidade médica ter noção do que a patologia pode lidar para tratar seu paciente tá uma coisa que tá em novidade agora é uma coisa que você está desenvolvendo é uma coisa que eu já tinha até comentado com
você há uns três anos atrás ou quatro e agora você abraçou essa ideia né E tá desenvolvendo aqui no Brasil biópsia líquida e DNA nas fezes fala essas duas coisas para mim vamos lá já chegou a biópsia líquida é assim ó você imagina o que é comum o paciente tem um câncer de pulmão que é muito maligno E aí você opera o câncer de pulmão do paciente aí o patologista examina faz todo patologia molecular dá o padrão o cenário para oncologista o oncologista vai pegar aquele cenário vai pegar as melhores drogas que dá no mercado
e vai dar para o paciente e ele vai ficar bom o paciente ele fica muito bom fica um bom mês dois meses seis meses um ano um ano e dois meses um ano e três meses ele começa a piorar aí vai daqui vai dali constata-se que ele tem uma metástase muitas vezes essa metástase tá num local de muito difícil acesso por exemplo do cérebro e já existem drogas que combatem a metástase Então mas como é que nós vamos fazer para saber se realmente é uma metade porque você não vai dar uma droga extremamente potente para
uma pessoa que tem um AVC por exemplo que na ressonância é igualzinho um tumor a ressonância de um AVC igualzinho um tumor E aí você não pode dar E aí uma indiana nos Estados Unidos ela descobriu uma forma de enriquecer o sangue e ela faz o sangue passar por uma placa de ouro que tem silício é ouro e silício e esse sangue passa por aí e ele não deixa passar a célula cancerosa as outras passam e essa fica E aí o que ela faz ela coloniza ela recolhe essa células e semeia e faz uma cultura
de células cancerosas específica para aquele paciente entendeu Ela é como o Genoma é como a assinatura identidade pressão digital aquela cela daquele paciente e aí tem uma bateria de quimioterápicos que ela coloca um pedacinho de Cultura em cada uma ela vê aonde é melhor a resposta da célula aquele que meterápico E aí é este quimioterano que oncologista vai dar para esse paciente que já tá melhor opção de tratamento e o DNA nas fezes Ah isso também é outro DNA Olha é melhor que sangue oculto nas fezes rapaz eu vou te contar viu no laboratório eu
faço cinco cinco por dia câncer de peça cirúrgica peça senhor não é biópsia biópsia é quase 10 peça cirúrgica câncer de intestino e esse câncer é muito ruim para o paciente pegar nessa fase e eu já 90% já estão na face chamada p3 quando ele tá saindo fora do intestino porque ele começa na luz na mucosa e ele vai infiltrando a parede e chega uma hora que ele sai para fora aí vira dt3 para T4 quando ele atinge outro logo virou até quatro então o grande movimento do meu laboratório de Diagnóstico é T3 e o
porquê por que que eu fico chateado cada vez que eu faço um diagnóstico desse porque é muito difícil usar esse paciente e aí o que acontece descobrir uma forma de fazer porque como eu falei o câncer tem uma uma assinatura molecular né ele tem uma assinatura genética então eles descobrem essa assinatura genética no cocô nas fezes do paciente Olha que coisa impressionante eu chamo de Papanicolau do cocô porque porque realmente o papanicolau do Cocô onde você vai como se você fosse fazer o cocô é o papanicolau é só pegar o raspar o corta o cocô
é mais difícil você ter que enriquecer você tem que ter toda uma tecnologia para fazer porque não depende do olho banda depende da máquina que vai sequenciar aquele pedacinho do Cocô entendeu Mas você detecta esses assim estes pacientes vão prendo para colunascopia e não todos diferente do sangue oculto quando você tinha um guaco por exemplo que você podia usar o fio dental dava falso positivo por exemplo que você ingeriu o sangue e pegava tinha depois de outras maneiras e aí ele era específico para sangue da parte intestinal e não cruzava com partes animais e não
cruzava com outras coisas mas assim ele não dava o diagnóstico se era uma um sangramento e uma doença diverticular se era de uma malformação vascular agora com a pesquisa do DNA nas fezes não só ele dá a investigação como ele dá o diagnóstico também me orienta num tratamento mais agressivo eu já vou começar a investigar um tumor porque não o que a gente fala sempre assim o câncer é uma ferida aberta que não fecha né e é outra coisa que é importante no câncer é sempre a prevenção é chegar antes e tá Então olha o
Deus que a gente abordou bastante coisa da patologia eu acho que vamos ver se você me corrige Então eu acho que dá diagnóstico no centro cirúrgico ajuda o cirurgião uma intro operatório no pós-operatório nos ajuda em relação a Qual doença a pessoa tem se benigna maligna o nome e orienta qual tipo de quimioterápico ou não Ou qual tipo de tratamento que eu tenho que fazer e hoje a gente tá chegando na parte molecular quer dizer eu tenho drogas específicas para aquele tipo de lesão e dado por vocês sejam numa criação de um banco de dados
com pesquisa e tudo mais e a parte mais moderna que a biópsia líquida e é o do DNA nas fezes que eu acho aí essa é o concurso né que vai evitar muito procedimento aí vai ser uma coisa menos invasiva e vai me dar mais resultados essa DNA nas fezes você já tem alguns lugares que já estão fazendo aqui no Brasil né Já estamos fazendo como é que tá isso é eu eu me prendi muito a um pessoal que estuda isso nos Estados Unidos e eu tô tentando uma abordagem direta lá nos Estados Unidos para
poder trazer esse exame para cá baixar desse jeito consegue Mas não é fácil porque pela última informação que eu tive Eles não estão conseguindo fazer os kits nem para eles de tanta procura que tá tendo porque é um país endêmico de câncer exatamente e o Brasil consegue a dieta agora que vai ter em março né e eu devo ir lá e eu vou ver se a gente consegue sensibilizar o pessoal pra gente trazer para cá então eu queria te agradecer as suas aulas educação fantásticas né Essa energia que você tem muito boa que você transmite
com uma facilidade essas informações te agradecer de ter vindo no canal da Clínica Factor viu Eu que agradeço o convite é sempre bom ver os amigos e curtir uma coisa gostosa assim Maravilha obrigado viu Eu que agradeço [Música]