Descomplicando o ECG - Aula 5 - Derivações frontais

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Eduardo Marçal
Nessa aula eu explico como são registradas as derivações frontais, assim como o triângulo de eithove...
Video Transcript:
Olá meu nome é Eduardo e essa é a quinta aula do curso descomplicando no SG hoje eu vou falar um pouco sobre as derivações frontais ou dos membros e como que o eleto faz para registrar essas derivações primeiro eu gostaria de começar com uma metáfora pensando que o coração é observado de vários pontos diferentes como se fossem por observadores diferentes Então vamos pensar em vários observadores vendo um carro Existem várias maneiras de ver esse carro O Observador três você está vendo esse carro de lado e ele descreveria para mim as características que ele vê no
lado do carro Se eu pedisse pro observador um me falar que ele tá vendo o carro ele me falaria o carro como ele é de frente e Se eu pedisse para O Observador dois me falar como era o carro ele me falaria Como que é o carro por trás os três estão observando o mesmo objeto Mas eles me descreveriam esse mesmo objeto de maneiras diferentes é a mesma lógica com o coração a grande diferença entre um carro e um coração e entre o Eletro e um elevador é que o elétron não consegue ver de fato
o coração ele consegue perceber as correntes elétricas que são causadas pela despolarização no coração então é como se ele vesse o movimento então Apagando os carros se a gente pedisse para os observadores contarem pra gente como que é o movimento desse carro então vamos fingir que o carro se movimenta pra frente O Observador um vai falar para mim que o carro está se aproximando dele observador dois vai falar o contrário o carro tá se afastando observador 3 vai falar para mim que o carro também está se afastando mas está se afastando uma velocidade diferente do
que observador do e de um modo diferente do que observador do Então a gente tem três observações diferentes por três derivações diferentes e a gente vai ver que no elétri é basicamente a mesma lógica bom antes da gente começar a explicar o Eletro em si a gente precisa falar um pouco sobre Whit hoven esse cara aqui nascido em 1960 na Indonésia inventou o Eletro em 1903 quando ele inventou esse Eletro ele queria registrar a diferença de potencial que acontecia durante a despolarização cardíaca a gente sabe também que durante a criação do elétro para fazer isso
ele colocou eletrodos na parte externa do corpo então eles realmente não tinham acesso direto ao coração então era a primeira ferramenta de um acesso indireto não invasivo aos eventos cardíacos para isso a gente Lembrando das aulas anteriores ele inventou os eletrodos que são capazes de registrar esse evento lá em 1903 quando ele inventou ele já tava pensando nos brasileiros e falou não eu vou fazer um jogo de futebol porque eu sei que o brasileiro gosta de futebol no método europeu então para lembrar o eletrodo vermelho e no braço direito porque é o rival mais longe
do coração o eletrodo amarelo que é o Brasil vai no braço esquerdo que é o mais próximo do coração o eletrodo verde que também é brasileiro vai na perna que de fato funciona que de fato serve como um eletrodo e o eletrodo Preto para complementar a Alemanha vai na perna direita que é a perna que serve como terra e não é registrado de maneira igual aos outros três eletrodos bom a gente já consegue ver que há uma certa triangulação aqui parece que a triangulação não passa pelo coração mas a gente precisa pensar que os impulsos
elétricos vão passar de um membro pro outro passando pelo coração ou de um eletrodo pro outro de todo jeito passando pelo coração Então vamos entender um pouco mais sobre o que o at hoven pensou na época que ele inventou o Eletro Então vamos apagar nosso amigo aqui e voltar com os observadores pensando na questão dos observadores mas agora em vez de um carro colocando no coração e em vez de chamar de observador a gente chamar observador um do braço direito do paciente observador dois do braç esquerdo do paciente e o e observador três da perna
esquerda do paciente a gente tem três pontos de vista diferentes do elétron Mas como eu disse o elétron não é capaz de ver o coração a figura do coração ele é capaz de perceber as diferenças nas cargas elétricas e essas cargas elétricas se movimentando então Relembrando de aulas passadas se a gente tivesse acesso essas cargas elétricas e pudesse ver elas a gente lembraria que elas surgiriam no nó catri passariam pro nó átrio ventricular e pro átrio esquerdo depois seguiria depois de uma pausa no átrio ventricular seguiria pro cpto interventricular Primeiro ela iria da esquerda pra
direita depois iria da direita pra esquerda pegando todo o ventrículo de esquerdo e o ventrículo direito bom a gente não consegue ver essas cargas mas os eletrodos conseguem perceber a diferença de potencial gerada pela despolarização do coração e consequente influxo de sódio Então vamos entender um pouco mais do que o oven pensou questão física quando criou a sua teoria pensando nas cargas dos eletrodos como que funciona bom entre o eletrodo do braço direito pro eletrodo do braço esquerdo a gente pode traçar como se fosse uma reta porque um tá ligado no outro mas como eles
estão ligados existe um polo aqui seria o Polo positivo e aqui seria o polo negativo Esses elétr foram feitos para quando há uma carga elétrica positiva que se move em direção ao Polo positivo o registro eletrocardiográfico eu teria uma deflexão positiva essa primeira forma arov vendeu da derivação D1 Então essa daqui a derivação D1 que vai da direita pra esquerda e registra positivamente no Eletro caso a carga positiva vá da direita paraa esquerda a gente sabe que o eixo normal é uma exploração da direita paraa esquerda de cima para baixo nesse sentido então D1 Seria
uma boa derivação para ver o eixo normal do coração a gente vai falar mais de eixo em aulas futuras aproveitando que já tinha os eletrodos a gente também tem outras derivações para decorar d1 é a primeira está horizontal e ela ap ponta da direita paraa esquerda Então a gente vai colocar uma setinha aqui colocando onde que ela tá apontando e D2 também tá apontando da direita pra esquerda mas agora de cima para baixo porque ela vai do braço direito até a perna esquerda aqui também tem um eletrodo positivo e O Observador um ou o braço
direito tem o eletrodo negativo de forma semelhante se a gente colocar as cargas positivas de novo e andar com elas se as cargas positivas andarem em direção ao Polo positivo haverá uma deflexão positiva se as cargas positivas andarem contrário a esse Polo haverá uma deflexão negativa a gente sabe que da despolarização as cargas positivas normais seguem esse trajeto que é o trajeto ideal para ser mostrado nessa segunda derivação aqui que o ar hoven chamou de D2 então a essa segunda derivação aqui nós damos o nome de D dois certo existe mais uma das derivações frontais
que são puras que é a derivação D3 que vai do braço esquerdo pra perna esquerda ela segue nesse trajeto veja que ela segue um trajeto bem diferente das outras duas aqui estaria o Polo positivo e aqui está o polo negativo reparem que o Polo positivo sempre tá na ponta ou cabeça da Seta e o polo negativo tá no outro extremo bom seguindo a mesma lógica se a gente pegasse as cargas positivas D3 que é essa terceira derivação seria bom para ver cargas indo nessa direção da esquerda para direita de cima para baixo a gente sabe
que o eixo normal a maioria das cargas vai da direita paraa esquerda porque a maioria da massa cardíaca está no ventrículo esquerdo então D3 não é uma derivação boa para ver os eventos que acontecem num coração normal da maneira clássica que a gente vê das ondas RS ele vê inclusive o contrário do que a gente veria Mas se por exemplo nosso paciente tivesse uma hipertrofia de ventrículo direito as cargas que vão pro ventrículo direito estariam muito aumentadas e o D3 se tornaria uma boa derivação para se verificar esse evento Então a gente vê que o
objetivo de ter várias derivações diferentes a gente poder ver os vários eventos cardiovasculares de pontos de vista diferente e a partir disso tomar as conclusões clínicas sobre a análise do elétro então tirando o coração só pra gente ficar só com o triângulo a gente tem a derivação 1 que vai da direita pra esquerda a derivação do que vai da direita pra perna esquerda e a derivação TR que vai do braço esquerdo pra perna esquerda essas as três derivações iniciais a gente sabe que além dessas três existem outras derivações que também são consideradas derivações frontais que
são AVR avl e avf como que a gente chega nessas derivações primeira coisa que a gente precisa fazer para chegar Ness derivações é apagar tudo e recomeçar o desenho agora que a gente já viu como construir esse triângulo o triângulo de J hoven A gente vai transportar essas informações para um círculo que vai ficar muito mais fácil de entender as derivações então primeiro vamos desenhar primeiro vamos desenhar esse círculo e agora vamos colocar as derivações que a gente tinha visto dentro desse círculo a gente sabe primeira derivação vem da direita pra esquerda e a D1
a gente sabe que a segunda derivação vem da direita pra esquerda também e é a D2 tem uma terceira derivação que vem da esquerda pra direita agora e a D3 certo então a gente também lembrando as cabeças de ponta vão sempre pro Polo positivo então aqui é polo negativo Polo positivo dá D1 aqui é o polo negativo Polo positivo D D2 aqui é o polo negativo Polo positivo da D3 Por que que a gente colocou assim o objetivo é transpor daquele triângulo que é o que de fato a gente consegue entender direto dos das derivações
dos membros da pessoa do braço direito pro braço esquerdo eço pra perna para algo que a gente possa calcular numericamente por Imagine que em vez desse círculo aqui na verdade a gente tivesse o coração trazer ele pra frente então esse círculo na verdade é como se fosse o coração dentro e eu tô querendo entender para onde que estão indo os impulsos cardíacos dentro do coração Então vamos apagar esse coração e voltar pro círculo que a gente tinha antes outra coisa importante é saber que cada um dessas três primeiras derivações dividem esse círculo em 60º então
aqui é 60 e aqui é 60 nós temos seis triângulos de 60º essas três derivações elas dão pra gente três visões diferentes do acontece noa problem é que três visões vezes não são bastante PR gente entender tudo que está acontecendo no coração de p de vista suficiente por isso oticamente PR gente dessas trê derivações três derivações que também são consideras derivações frontais seduções matemticas par daa dessas derivações aqui então vamos entend melhor como isso funciona primiro vamos Apagar que a vendo todas essas derivações e vamos criar outro círculo trazer ele aqui pro meio vamos fazer
a mesma lógica que a gente tinha feito antes a gente tem as derivações principais D1 a gente tem a outra derivação que vem da direita paraa esquerda D2 A gente tem essa terceira derivação D3 dividindo em seis triângulos iguais seguindo essa lógica a gente vai colocar sempre as cabeças para lembrar D1 a primeiro da direita pra esquerda então 1 D2 também é da direita pra esquerda 2 e D3 É da esquerda pra direita ele é o diferentão então é o 3 certo vamos ver quais são essas novas derivações geradas a partir de cálculos matemáticos derivados
das derivações que a gente já tem vou começar por uma que vem de cima para baixo que é conhecida como avf então a gente tem aqui a VF que ela mostra pra gente Partio de deduções matemáticas Como já falei a parte inferior também como se o Polo positivo tivesse aqui e o polo negativo tivesse aqui mais uma dessas derivações ela apontaria para o lado direito do paciente essa daqui seria a então cima tem a v r e seguindo a lógica a gente consegue ver que tem uma também apontando pro lado esquerdo do nosso paciente a
última aqui das derivações calculadas que é a v l certo então vamos ver primeiro a vantagem dessas derivações calculadas antes a gente não tinha nenhuma derivação que o positivo tivesse na parte superior do Círculo então agora Depois desses cálculos a gente tem duas derivações que vão de baixo para cima então eventos elétricos que vão de baixo para cima vão ser bem representados nessas derivações e Outra vantagem que antes a gente tinha um coração dividido em triângulos de 60º agora nós temos um coração dividido em vários ângulos de 30 então cada triangulinho aqui vai ter 30º
isso é muito interessante Exatamente porque permite que a gente calcule com grau de precisão muito maior que antes que antes era de 60 agora é de 30 a posição dos eventos elétricos que estão acontecendo no coração na próxima aula eu vou falar um pouco mais sobre como que cada onda aparece em cada uma das seis derivações frontais pra gente perceber essas diferenças de registro eletrônico das despolarizações nas diversas derivações Espero que tenham gostado até a próxima
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