Olá pessoal sejam muito bem-vindos à universidade da química e na megaaula de hoje nós vamos falar um pouco sobre o mecanismo de mel menten e a equação de Line webg o assunto de hoje é um assunto típico da bioquímica especificamente o termo Micael mem lá no ibk estão Associados à atividade enzimática atividade catalítica de enzimas e esse assunto normalmente abordado nas aulas de bioquímica e também nas aulas de físicoquímica quando se estuda catálise homogênea ou especificamente catálise enzimática É um mecanismo bem legal eu acho a bioquímica muito interessante muito bonita é uma aplicação direta na
química em organismos vivos são modelos são sistemas muito superiores do que aqueles que a gente consegue eh imitar vamos dizer assim num laboratório ou numa indústria e e como padrão de uma mega aula infelizmente ela é bem grande ou pelo menos é maior do que Eu esperaria mas a compensação ela é bem completa então eu recomendo que vocês fiquem até o fim não desistam não olhem por exemplo aqui o tempo do vídeo e acha que vão perder tempo que vocês não vão eu tenho certeza que vão gostar bastante da aula e para começar a primeira
parte nós vamos falar sobre o mecanismo de Micael menten e esse mecanismo tem seu nome homenagem aos bioquímicos Leonor eles e a mold menten esse casal não civil né mas esse casal científico em 1913 um ano antes da primeira guerra publicaram um artigo que seria um dos principais artigos da história da química moderna esse artigo Originalmente foi publicado em alemão eu não achei o artigo original mas achei uma tradução dele para o inglês que traduzindo para o português teria como título a cinética de ação da invertase o Micael e zenten abordam Nesse artigo um modelo
para explicar a ação dessa enzima e esse modelo com modelo até que bem simples nós vamos ver ao longo da aula ele funcionou bem para intad e funcionou muito bem para muitas outras enzimas e é o modelo é o primeiro modelo que nós temos o modelo padrão para grande parte da atividade enzimática com so principal característica Como disse é um modelo bem simples e que funciona Óbvio tem suas falhas mas ele até que funciona muito bem o artigo foi de 1913 portanto em 2013 nós tivemos um século desse artigo que foi um divisor de águas
na ciência química e ele teve muitas homenagens dentre elas esse review do febs Journal febs é algo como Federação da sociedade europeia de bioquímica é um review muito legal muito bom mesmo ele trata aborda a aplicação Minas falhas também no mecanismo de Mikael menten ao longo dos 100 anos de de utilização desse mecanismo pela comunidade científica ele eu vou deixar na descrição aqui no vídeo na verdade esses dois artigos e qualquer um outro que eu mostrar ao longo da aula uma vez apresentado o Micael Zen vamos falar um pouco sobre o seu mecanismo mas antes
vamos falar de um mecanismo geral para atividade enzimática um modelo simples de chave fechadura eu tenho uma enzima essa enzima é um super catalisador porém ela atua especificamente sobre um substrato quando a enzima reage com substrato ela forma um complexo que eu chamo complexo enzima substrato ou no contexto da aula de hoje apenas complexo e essa esse processo é representado por esse equilíbrio enzima substrato uma reação direta cuja velocidade é caracterizada por esse k1 para formar o complexo e a velocidade inversa seria vamos dizer assim a decomposição do complexo de volta enzima substrato que é
caracterizado por esse k -1 após formar esse complexo o enzima vai trabalhar o complexo e vai convertê-lo no produto e aí nós não consideramos um equilíbrio dessa vez não associamos que o produto reaja com enzima e volte a ser o complexo Então isso é representado por essa seta direta e Aqui nós temos uma constante de velocidade para caracterizar a velocidade dessa reação que nós vamos chamar de K2 esse tipo de mecanismo esse tipo de Equilíbrio quando analisado de forma gráfica ele gera um gráfico bem interessante quando nós colocamos velocidade em função da concentração do substrato
percebemos que no início nós temos uma curva crescente ou seja quanto maior for a concentração do substrato maior a velocidade da reação Afinal a enzima precisa trabalhar o substrato para que a reação ocorra mas chega no momento em que eu aumento a a concentração do substrato e a velocidade da reação não aumenta e por que não aumenta porque aqui ocorreu uma saturação Eu imagino que agora toda a enzima disponível está complexada ao substrato e não adianta aumentar a concentração de substrato não vai ter enzima disponível para reagir com ele eu preciso então que uma enzima
libere o substrato para então reagir com um outro substrato então no primeiro momento desse mecanismo a velocidade depende da concentração do substrato e na parte final dele a partir de um determinado ponto Ela depende então apenas da separação da enzima e do substrato já convertido em produto Esse é um padrão para muitas enzimas no entanto nós temos outras enzimas que seguem um padrão semelhante e Aqui nós temos um gráfico de velocidade vezes concentração do substrato É bem parecido no início a velocidade aumenta com o aumento da concentração do substrato mas chega no ponto em que
ocorre a saturação a diferença aqui está na modelagem da primeira parte da reação percebam que nessa curva nós temos uma espécie de hipérbole Aqui nós temos a a dependência da velocidade com concentração substrato form uma espécie de uma sigmoide esse tipo de padrão ele é típico de um tipo de enzima chamado de alostérica uma enzima alostérica é uma enzima onde ela vai ter mais de um cídio ativo e a ação de um sítio ativo interfere na ação do outro sítio ativo vou dar um exemplo não de uma enzima mas de uma proteína da hemoglobina a
hemoglobina é a proteína responsável pelo transporte de oxigênio no nosso sangue essa proteína apresenta quatro estruturas que possuem o inom ferro Esse in ferro vai ser o responsável por captar o oxigênio e portanto fazer todo o processo de respiração ela tem quatro sítios para ocorrer essa reação quatro sítios para se complexar a oxigênio no entanto esses quatro sítios não são independentes quando um dos sítios da hemoglobina já está com complexado com oxigênio os outros três sítios se complexam com mais facilidade então o primeiro se complexa interfere nos outros três o segundo se complexa interfere nos
outros dois e cada vez vai ficando mais fácil Essa complexação cada vez fica mais fácil a adsorção de oxigênio Esse é um exemplo de alosterismo né você trabalha uma região de uma proteína ou de uma enzima que interfere na outra aqui é um alosterismo positivo porque a complexação em um sítio facilita a complexação dos outros uma enzima alostérica é que segue esse modelo ela tem mais de um cativo e quando um cativo está trabalhando interfere no outro ou de maneira positiva ou de maneira negativa Mas vamos acreditar que seja de maneira positiva esse outro tipo
de enzima no entanto com que segue esse padrão mais simples é uma enzima não alostérica se ela tiver mais de um sítio os sítios ativos são independentes um pode estar trabalhando e não vai influenciar em nada no trabalho na atividade do outro o mecanismo de Micael menten ele funciona apenas para enzimas não alostéricas enzimas mais simples para descrever atividade catalítica de enzimas alostéricas nós utilizamos outros modelos outros mecanismos que não o de Micael mem então deixando Claro qual é o nosso sistema eh conjunto de enzimas não alostéricas nós podemos passar para o mecanismo Micael mentem
propriamente dito considerando esse mecanismo né esse primeiro equilíbrio depois da reação de formação dos produtos nós vamos trabalhar um pouco algumas equações de velocidade para essa reação Primeiro de tudo a velocidade de formação do complexo es é dado pela variação da concentração de S em função do tempo o d concentração DT eu posso escrever essa velocidade essa taxa de formação como k1 a constante direta Concentração da enzima concentração do substrato percebo que o expoente nesse caso é um Então seria uma reação de ordem um em função dos dois depende tanto da enzima quanto do substrato
eu tenho também a velocidade de decomposição do do complexo ele pode se desfazer voltando a ser enzima substrato ou ele pode se desfazer formando produto e liberando enzima então eu escrevo menos deconcentração d t porque agora ele está se decompondo a concentração dele está diminuindo E aí eu tenho essas duas possibilidades se ele se decompõe voltando essa enzima sobre substrato é k -1 concentração mais a parte dele que se decompõe formando o produto K2 concentração do complexo e aqui nós vamos colocar a nossa primeira condição de contorno vamos dizer que nós estamos trabalhando em um
estado estacionário para o caso do complexo o que que é o estado estacionário eu vou considerar que o complexo atingiu uma determinada concentração e nesse ponto conforme ele é formado pela enzima e o substrato ele acaba ao mesmo tempo se decompondo em produto e enzima Isso significa que a concentração desse complexo vai ser constante ao longo do tempo ela vai estar variando porque ele tá sendo formado e destruído mas de maneira líquida ele permanece constante com isso eu posso escrever que a velocidade de Formação é igual à velocidade de decomposição ou seja o d concentração
DT que é velocidade de forma ação vai ser igual menos de concentração DT que é a velocidade de decomposição E aí eu posso substituir como D concentração DT k1 concentração enzima substrato igual a velocidade de decomposição k -1 vezes a concentração do Complexo Mais K2 vezes a concentração do complexo eu posso trabalhar um pouco mais o que que acontece a concentração total de enzima ou ela está livre para reagir com substrato ou ela já reagiu com substrato e tá na forma de complexo Então qual é a concentração total de enzima a concentração total de enzima
vai ser o que está livre mais o que reagiu com o complexo eu vou pegar então essa expressão para quantidade de enzima livre vou substituir nesta expressão eu vou ter agora uma nova expressão onde eu vou trabalhar um pouco mais o que que eu vou fazer eu vou pegar o es s a concentração do complexo vou colocar em evidência no segundo membro e depois eu vou passara dividindo para o primeiro membro de forma que aqui eu terei apenas k - 1 + K2 eu vou pegar o k1 que está no primeiro membro eu vou passar
dividindo para o segundo membro aqui eu tenho no primeiro membro apenas concentrações e no segundo membro apenas constantes esse conjunto de constantes aqui eu vou chamar de uma única o km a constante de meles eu simplesmente peguei todas essas constantes dessa expressão e substituir por uma única expressão essa constante de meles eu darei um significado a ela daqui a pouco mas vamos continuar trabalhando aqui agora eu vou pegar a concentração do complexo e vou jogar para o segundo membro para multiplicar a constante de Micael menten vou trabalhar mais uma vez Agora eu vou pegar esse
termo do primeiro membro que tem a concentração do complexo vou jogar para o lado direito para o segundo membro de forma que eu tenho agora no segundo membro dois termos que dependem da concentração do complexo e vou colocar a concentração do complexo em evidência eu vou ter aqui então e total que multiplica a concentração do substrato igual a concentração do complexo que multiplica constante de Micael mais a concentração do sub extrato eu vou isolar a concentração do complexo que diga-se de passagem é muito difícil da gente medir essa estrutura e aqui eu tenho agora uma
expressão para concentração de uma espécie transiente uma espécie que eu não consigo medir porque é um intermediário em função de concentrações que eu sei ou em função de parâmetros que eu conheço a concentração total de enzimas Eu conheço a concentração substrato naquele determinado momento eu posso conhecer e a constante de Micael é uma constante E por que que eu cheguei nessa expressão principalmente para determinar a velocidade Como assim eu tenho esse mecanismo como nós já analisamos eu tenho uma expressão agora paraa concentração do complexo lembra que a velocidade de decomposição é a variação da decomposição
a variação da concentração do complexo em função do tempo que é igual a qu idade dele que volta a ser substrato e a quantidade dele que passa a ser produto e agora eu vou utilizar mais uma aproximação eu vou considerar que o K2 é muito maior do que o k-1 ou seja uma vez formado o complexo a maior parte dele vai ser convertido em produto e muito pouco vai voltar a ser substrato isso faz portanto que esse termo k-1 concentração seja desprezível em relação ao K2 concentração de maneira que agora a velocidade de decomposição que
é um excelente indicativo para a velocidade da reação enzimática é descrito como K2 concentração do complexo e qual é a concentração do complexo eu posso escrevê-lo em função dos termos que eu já encontrei velocidade vai ser igual K2 Concentração da enzima Total vezes concentração do substrato dividido por km mais concentração do substrato é uma expiração melhor para a velocidade para a atividade desta enzima Mas eu posso melhorar mais ainda é o seguinte se a enzima estiver saturada ou seja naquele momento onde toda a enzima está complexada nesse momento a concentração total de enzimas Corresponde à
concentração do complexo eu não tenho nada de eima livre e esse momento o momento da velocidade máxima é o máximo de velocidade que eu atinjo com isso eu posso escrever que quando a enzima está saturada a velocidade que é K2 concentração do complexo é igual a K2 concentração total de enzimas desde que eu esteja no ponto da velocidade máxima ou seja K2 que multiplica a concentração total de enzimas nada mais é do que a velocidade máxima então se eu quiser saber a velocidade de ação de uma enzima basta saber a velocidade máxima que é onde
satura vezes a concentração do substrato que eu sei naquele momento dividido pela constante de meles que é uma constante mais a concentração do substrato e essa expressão é chamada equação de Micael menten vamos analisar essa expressão associado ao gráfico de atividade de uma enzima não alostérica eu vou aproveitar também para dar um significado para antes de Micael menten vamos lá eu tenho aqui o gráfico que nós já vimos velocidade vezes concentração já falei também que no início eu tenho como se fosse uma reta crescente a velocidade depende da concentração do substrato isso é modelado por
essa equação vamos imaginar que no início a concentração substrato é muito baixa muito pequena pequena ponto e ser despresível quando comparado com a constante de Micael Então esse termo aqui sumiria eu teria então velocidade igual V máximo sobre km é o quociente de duas constantes que seria uma constante que multiplica a concentração do substrato reação de ordem um em relação ao substrato uma reta crescente entretanto quando a concentração do substrato é elevada eu tenho uma reta paralela típico de uma reação de ordem zero aqui exatamente o ponto onde a enzima satura e eu tenho a
velocidade máxima também consigo ver verificar isso por essa expressão eu posso considerar que a concentração do substrato é muito elevada a ponto de agora km ser despresível então vou desconsiderar km e nessa situação eu tenho v = v máximo x a concentração do substrato dividido pela concentração do substrato que pode ser cancelado então V = velocidade máxima então nós temos como atividade de uma enzima uma mistura vamos dizer assim uma combinação de duas leis de velocidade uma de ordem um no começo da reação e outra de ordem Zero no final da reação Mas eu posso
obter mais informações desse gráfico vamos agora considerar que eu tenha a concentração do substrato tal que seja igual à constante de mikels de maneira que quando eu tenho a concentração do substrato igual a constante de Micael eu tenho a metade da velocidade máxima e Aqui nós temos o primeiro significado para constante de meles O que é a constante de Micael é a concentração do substrato tal que eu estou na metade da velocidade máxima da ação da enzima como que eu acho a constante de Micael Bom eu acho pela sua definição que são as constantes aquele
conjunto de constantes ou tendo um gráfico velocidade vezes concentração do substrato eu venho até aqui até onde a enzima está saturada traço uma reta paralela acho a velocidade máxima a metade desse valor eu tenho o v máximo sobre 2 projeto esse valor no eixo da concentração do substrato e esse ponto é a constante de meles E aí vamos ver para que que ela é útil né Nós já Vimos a definição nós já viamos o significado dela mas em que que ela é útil ela é um parâmetro que serve para avaliarmos a afinidade enzimática por exemplo
vamos supor que eu tenho aqui três enzimas eu pergunte qual dessas enzimas tem um afinidade maior com seu substrato qual delas consegue atingir a velocidade máxima mais rapidamente no primeiro gráfico aqui eu tenho aproximadamente esse ponto como valor da constante de Micael para curva azul eu tenho uma constante de Micael menor e pra curva roxa uma constante de m H Menor ainda isso significa que a enzima representada pela curva roxa Ela depende a quantidade muito menor de substrato para já atingir a sua velocidade máxima ou seja essa enzima tem uma afinidade com o seu substrato
maior do que a da curva Azul maior do que o da curva laranja então quanto menor for constante de Micael menten maior será a afinidade enzimática mais rapidamente essa enzima vai atingir a velocidade máxima então uma menor constante de Micael significa uma enzima mais rápida Ficou claro isso nós temos alguns outros parâmetros para determinar ou para avaliar a velocidade de uma enzima nós temos aqui por exemplo que a velocidade máxima Como já mostrado é K2 vezes a concentração total que quando a enzima está saturada então eu posso escrever que K2 é igual a velocidade máxima
dividido pela concentração de enzima total e com isso eu defino a constante catalítica a constante catalítica é igual K2 e ela me é o principal parâmetro para determinar a velocidade de uma enzima quanto maior a velocidade máxima maior A constante catalítica quanto menor a concentração de enzimas Total significa que mais rápida vai ser essa reação então a reação ocorre com quantidade menor de catalisador o outro parâmetro para avaliar a velocidade de uma enzima é a eficiência catalítica a eficiência catalítica é o k catalítico dividido pela constante R Mica LS quanto maior for a constante catalítica
mais eficiente vai ser enzima quanto menor for o constante de Micael mais afim será essa enzima do substrato portanto a combinação de uma elevada constante catalítica e uma baixa constante de Micael menten vai me dar uma alta eficiência enzimática eu posso representar eficiência catalítica dessa forma ou por sua definição a constante catalítica é o K2 a constante de Micael é k -1 + K2 dividido por k1 aqui eu tenho o inverso dela e com isso eu posso avaliar também eficiência catalítica tendo esse mecanismo percebo que se eu tiver um elevado K2 percebam aqui se o
K2 for muito elevado o k Men um é despresível vou cancelar K2 com K2 eu vou ver então que a eficiência catalítica é determinada pelo k1 e o que o k1 é a formação do complexo então Não confundo as coisas a velocidade catalítica constante catalítica é determinada pelo K2 que seria a formação do complexo em produto mas a eficiência catalítica ela tem um peso muito grande no k1 que é a formação do complexo Afinal sem formar o complexo não tem a formação de produto um outro ponto que eu tenho que chamar atenção é que toda
essa discussão foi feita para um sistema simples onde eu tenho apenas um substrato sendo convertido em um produto o mecanismo de Micael menten também pode ser aplicado em Sistemas mais complexos onde eu tenho uma enzima por exemplo com dois sítios ativos uma trabalhando um substrato e trabalhando outro substrato e gerando dois produtos distintos só que para que o mecanismo Micael menten seja aplicado esse tipo de enzima eu tenho que ter pelo menos uma variável saturada ou a concentração substrato um tá muito elevada já está saturada a ponto de considerá-lo como constante m a única variável
vai ser o substrato dois ou vice-versa se eu tiver nessa condição na situação de pseudo ordem eu posso aplicar o mecanismo de Micael mem esse conceito de pseudo ordem tem minha playlist a respeito de cinética química que tá aqui também na descrição do vídeo Bom vamos lá vamos limpar um pouquinho aqui e nós ainda podemos melhorar um pouco mais por esses gráficos curvos não são muito adequados para nós encontrarmos alguns valores com precisão Então como que eu consigo melhorar isso eu pego aqui a equação de mel menten eu vou fazer um procedimento matemático eu vou
inverter a equação somente isso eu tenho aqui 1 so V = km + s dividido por V máximo x s eu só inverti e agora eu vou separar esse quociente eu tenho 1 sobre V iG km so V má s + s v má S né eu separei aqui a o quociente da soma na soma dos quocientes eu posso cancelar esse s com esse S eu tenho agora uma nova expressão mas uma expressão muito interessante eu tenho 1 sobre V que é variável que é igual km so V máximo que é uma constante né o
o quociente de duas constantes é uma constante que multiplica uma variável 1 sobre s mais uma constante 1 sobre V máximo e pessoal percebam que eu transformei a equação de mikel menten simplesmente com procedimento matemático em uma equação de uma reta Na verdade essa equação de uma reta derivada da equação de Micael menten é a chamada equação do duplo recíproco de Line werberg Por que duplo recíproco porque eu tenho as minhas duas variáveis como sendo o inverso como sendo o recíproco e Como disse isso é uma equação da reta onde o coeficiente linear é o
inverso da velocidade máxima e o coeficiente angular é km sobre a velocidade máxima e ele tem esse nome em homenagem a esses dois senhores ao hlin Weaver e o Dean burk que publicaram esse artigo em 1934 no jornal American Chemical society vou deixar a referência dele aqui embaixo que tem por título a determinação das constantes de dissociação de enzimas onde eles aplicam pela primeira vez esta equação da reta derivada da equação de Micael menten vamos ver como ela funciona eu tenho então um gráfico ele vai me gerar então uma reta quando Expresso um sobre a
velocidade por um sobre a concentração do substrato como eu disse a inclinação dessa reta vai me dar km sobre V máximo o coeficiente linear esse ponto é 1 sobre V máximo e na extrapolação quando eu faço 1 so V = 0 eu consigo achar o -1 sobre a constante de Micael e a vamos ver um pouco como funciona esse gráfico na prática vamos supor que eu tenho um conjunto desses valores de velocidade em função da concentração do substrato quando eu ploto esses valores dessa mesma maneira eu tenho aquele gráfico típico hiperbólico de uma enzima não
alostérica mas eu posso utilizar a equação de lan burk nesse caso Como que eu faço isso é só fazer o inverso desses valores eu posso fazer na calculadora na mão no papel ou jogando no Excel e pedindo para ele inverter para mim E aí eu tenho esses valores com esses valores dos inversos eu posso fazer um gráfico no Excel por exemplo ele vai me dar uma reta E aí eu peço para adicionar a linha de tendência que junta esses pontos ele vai me dar uma reta eu peço para ele me dar a equação dessa reta
na equação de line wbk eu tenho que o coeficiente angular é o km sobre o v máximo e o linear 1 sobre V máximo o coeficiente angular e o coeficiente linear me é dado nessa equação de ajuste que para esse caso específico basta utilizar isso no Excel é 1 so V = 75,43 1 que multiplica 1 sobre a concentração do substrato o x dessa expressão Mais 11,8 E aí basta trabalhar eu tenho que o coeficiente linear 1 sobre V máximo é 11,8 portanto V máximo vai ser 0,847 mmol por lso eu tenho que km sobre
V máximo é 75,43 1 substituo aqui o valor do V máximo que eu já achei eu tenho como constante de mls 6,39 mmol porl Ficou claro basta pegar esses valores jogar jogar no gráfico pedir a linha de tendência ou fazer J por mínimos quadrados que a gente consegue encontrar o valor para constante de meles e o valor da velocidade máxima agora utilizando a expressão de uma reta para terminar o vídeo que já está bem longo eu só vou dar um outro significado paraa constante de mkl lembre-se que ela é definida como k - 1 +
K2 dividido por k1 vamos imaginar agora a situação que o k - 1 seja muito maior do que o K2 ou seja o sistema a o complexo na verdade ele está voltando para o enzima substrato do que indo paraa frente do que sendo convertido em produto em uma situação como essa eu tenho estabelecido portanto esse equilíbrio o k -1 é a volta do complexo enzima substrato e o k1 é a formação do complexo bom nessa condição eu tenho que constante de meles é k - 1 sobre k1 ora o quociente entre as velocidades direta inversa
me dá na verdade a constante de equilíbrio e pessoal nota que se eu utilizar agora essa condição que é diferente das condições anteriores onde o k -1 é muito maior do que o K2 A constante de m Celes nada mais é do que uma constante de equilíbrio de formação do complexo E aí notem que se eu tiver uma constante de mikel pequena isso é porque eu tenho uma alta concentração do complexo e obviamente se eu tiver uma alta concentração do complexo eu vou formar mais produto então mais uma vez nós temos associado um pequeno valor
para constante de meles menten e um alto valor para atividade enzimática então para concluir quanto menor for o constante de meles que eu obtenho ou pelo coeficiente angular da equação de lbk ou pela concentração do substrato onde a velocidade corresponde a metade da velocidade máxima vai me levar a uma maior afinidade enzimática quanto menor for essa constante melhor vai ser a relação enzima substrato E com isso eu vou ter uma velocidade de reação maior Afinal Vou precisar de uma concentração menor de substrato para atingir a veloc idade máxima E além disso quanto menor for constante
de meles e quando considero essa condição de contorno maior vai ser a concentração do complexo no Equilíbrio e portanto mais rápida será a reação Então pessoal era isso que eu tinha para falar sobre o modelo de Michel schen a equação de Line weer burk Esse é um modelo um pouco chato na dedução mas basta voltar o vídeo e refazer que você vai conseguir é um modelo Como disse chato na ução porém ainde é bem simples e bem eficiente ele consegue descrever bem a atividade de enzimas não alostéricas eu não encerrei esse assunto deveria falar ainda
sobre inibidores que eu consigo ter uma ideia geral utilizando esse mecanismo além de conseguir eh modelar boa parte das características dos inibidores com a equação de lá NOB mas eu acho que se eu esse vídeo falando sobre idores ele ia ficar muito mais longo ia ficar muito mais cansativo então eu prefiro fazer uma segunda parte em uma mega aula posterior eu espero que tenha sido útil Espero que tenha ajudado vocês ficaria muito feliz se vocês deixassem os seus comentários as suas dúvidas e sugestões se eu puder ajudar eu vou responder deixe aqui o seu like
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