Funções secretoras do TGI: Secreção pancreática

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Monitoria em Fisiologia e Biofísica ICB-UFMG
Video Transcript:
olá esse vídeo é uma iniciativa do departamento de fisiologia e biofísica do icb-ufmg juntamente com os monitores das disciplinas nessa aula vamos entender como ocorrem as secreções exócrinas do pâncreas e os mecanismos reguladores de tal função as secreções pancreáticas são constituídas por diferentes moléculas e íons e possuem funções distintas elas são responsáveis pela maior parte da digestão enzimática realizada no tgi (trato gastrointestinal) além disso alguns componentes da secreção fazem parte de uma alça reguladora da própria função secretória por fim outros componentes são importantes para o controle do ph do lumen intestinal abordaremos essas funções no
decorrer da aula e entenderemos como ocorre a regulação da atividade secretória do pâncreas primeiro vamos entender a estrutura do pâncreas as regiões do pâncreas com função exócrina são constituídas basicamente por ductos e ácidos podemos entender os ácinos como conjuntos de células glandulares com formato piramidal cujo os ápices, local por onde ocorre a secreção, estão direcionados a um cinto comum cada ácino está ligado a um sistema de tubos que se unem formando o ducto pancreático com saída para o intestino delgado através do esfíncter de oddi de forma simplificada os ácinos produzem a parte orgânica das secreções
enquanto os ductos regulam o ph, diluem a solução e reabsorvem íons cloreto no período pós-prandial os ductos pancreáticos libera uma secreção alcalina que será responsável pela neutralização do ph do lúmen do intestino delgado liberando íons bicarbonato como resposta a reduções no ph promovidas pelo suco gástrico mas qual a importância disso e como isso ocorre? é necessário do ph ruminal do intestino delgado esteja próximo de sete visto que as enzimas pancreáticas são inativadas em meios muito ácido além disso o ph neutro protege o epitélio intestinal de possíveis agressões pela pepsina uma enzima gástrica ativado apenas em
meio ácido porém é necessário que haja um mecanismo de percepção do ph luminal do duodeno e uma via de comunicação que ativa a produção de secreção alcalina pelos ductos pancreáticos a percepção da acidez é realizada pelas células s células encontradas no epitélio do intestino delgado elas respondem o aumento da concentração de íons hidrogênio em ph inferior a 4.5 liberando o hormônio secretina a secretina ao cair na corrente sanguínea e chegar ao pâncreas estimula as células epiteliais que revestem os ductos pancreáticos a liberar uma secreção exócrina rica em íons bicarbonato a secretina faz com que a
concentração de AMP cíclico no interior das células do ducto aumente causando abertura de canais CFTR permeáveis à cloreto o cloreto fui para o lúmen, onde funciona como substrato para o anti portador cloreto bicarbonato como consequência, íons bicarbonato são secretados para o lúmen do ducto mas de onde vem o bicarbonato? ele é obtido pelo cotransportador só de bicarbonato tipo um (NBC-1) ou produzido no interior da célula pela enzima anidrase carbônica que usa a água e gás carbônico como substratos por fim, o bicarbonato liberado eleva o ph da secreção ainda um detalhe importante é que existe uma
alça de controle própria desse sistema já que o aumento do ph do lumen intestinal faz com que as células S reduzam a produção de secretina e em última instância reduz a secreção de bicarbonato pelos ductos pancreáticos agora abordaremos o controle e as secreções dos ácinos pancreáticos as células secretoras dos ácinos pancreáticos produzem diversas enzimas responsáveis pela digestão de macromoléculas dentre elas temos precursores de proteases para digestão de proteínas, amilase para digestão de amido, enzimas para digestão de lipídios e nucleases para ácidos nucleicos essas enzimas ficam armazenadas em grânulos no interior das células dos ácinos até
que sejam secretados um detalhe importante é que os precursores de proteases e fosfolipases não são enzimas ativas até que cheguem ao lumen do intestino delgado isso é uma garantia de que o pâncreas não irá se digerir ainda as células acinares produzem fatores de regulação um deles o peptídeo monitor será abordado posteriormente mas como é feito o controle da secreção o controle é feito basicamente pela colecistocinina ou colecistoquinina representada como cck essa molécula ativa a secreção pelas células acinares do pâncreas mas isso não ocorre de forma tão direta como ocorre com a secretina e as células
do ducto vamos ver como isso funciona mas por enquanto tenha em mente que a secreção assinar depende principalmente da colecistocinina A colecistocinina é produzida pelas células I encontradas no epitélio do intestino delgado essas são células endócrinas que liberam sua secreção no interstício ou capilares após serem estimuladas por ácidos graxos e alguns aminoácidos presentes no lumen intestinal as células I também são regulados por outras duas moléculas e são liberadas no lumen do intestino delgado a primeira é o peptídeo liberador de colecistoquinina produzido por células do epitélio intestinal possuindo ação parácrina nas células I e estimulando a
produção de CCK a produção desses peptídeos também estimulada por ácidos graxos e aminoácidos do lúmen a outra molécula é o peptídeo monitor produzido pelas próprias células acinares do pâncreas tais moléculas em última instância funcionam como fatores de liberação ambas essas moléculas têm funções interessantes por serem peptídeos também são degradadas pelas enzimas pancreáticas porém os períodos em que o intestino delgado está digerindo os alimentos essas moléculas são protegidas já que os peptídeos provenientes da alimentação estão em maior número e competem pela atividade proteolítica das enzimas pancreáticas como a tripsina dessa forma os fatores de liberação continuam
atuando nas células e contudo quando os peptídeos da alimentação já tiverem sido digeridos os fatores de liberação são degradados reduzindo a sinalização às células I e por consequência reduzindo as secreções acinares é mas como exatamente a CCK atua? a colecistocinina atua como qualquer hormônio migrando pela corrente sanguínea e se ligando a receptores específicos no caso do receptor CCK- 1 encontrado por exemplo nas células acinares após a ligação da colecistocinina ao seu receptor as células acinares são estimuladas a liberarem as secreções outras regiões do trato digestório possuem receptores para colecistocinina e respondem de diversas formas ao
hormônio porém nessa aula e lidamos apenas com secreções pancreáticas além disso há um controle neural já que os negros vagais aferentes da parede do intestino também possui receptores CCK 1 e isso ativa o reflexo vago vagal partindo de nervos vagais aferentes da parede do intestino e produzindo uma resposta através de nervos vagais eferentes e comunicam com gânglios pancreáticos os últimos fazem sinapses diretamente com os ácinos e se comunicam por meio de neurotransmissores com acetilcolina, peptídeo liberador de gastrina (grp) e polipeptídeo intestinal vasoativo ou vip ao receberem estímulos como a colecistocinina grp ou acetilcolina, células acinares
mobilizam cálcio intracelular que leva a fosforilação de proteínas importantes para a fusão dos grânulos contendo enzimas, proenzimas e outras proteínas com a membrana apical das células algo semelhante ocorre após o estímulo por vip porém nesse caso os níveis de AMP cíclico se elevam como resposta promovendo a fosforilação das mesmas proteínas e após a liberação do conteúdo dos grânulos, juntamente com a secreção alcalina produzidas pelos ductos pancreáticos a secreção exócrina do pâncreas é então liberada para dentro do duodeno através do esfíncter de oddi que é também relaxado por ação da cck e além de estímulos do
intestino o pâncreas também responde a estímulos de outras fases de digestão na fase cefálica por exemplo estímulos relacionados a visão, sabor e odor do alimento são integrados e promovem uma resposta através de nervos vagais eferentes que se projetam até o pâncreas estimulando as secreções dos ductos e dos ácinos ainda na fase gástrica a distensão do estômago pelo alimento estimula aferências vagais ativando o reflexo vago vagal fazendo com que nervos vagais eferentes estimulem os ácinos pancreáticos além disso a presença de aminoácidos estimulam a produção de gastrina que por sua vez estimula a secreção de enzimas e
pro enzimas pelos ácinos pancreáticos chegamos ao fim dessa aula agora você já sabe quais são as secreções exócrinas do pâncreas e como ocorre a regulação das mesmas bons estudos [Música]
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