oi oi gente eu sou a Ana Paula Padrão jornalista e eu tô aqui para conduzir vocês por mais uma entrevista da série Amex talks hoje o meu convidado é um senhor do terceiro setor Edu Lyra criou e transformou a gerando falcões no modelo de gestão para as favelas brasileiras me acompanha E aí E aí o Edu Lyra muito obrigada pela entrevista viu um prazer estar aqui com você imagina irmão me conta um sim ou do terceiro setor tem que ter a mesma formação técnica de um senhor de qualquer outra empresa antes de responder primeiro queria
te agradecer pelo convite é um prazer e agradecer pela história que a gente construiu nesses três quatro cinco anos que a gente se conhece que a gente se conhece eu acho que fazendo uma lembrança aqui quando você veio na comunidade com a Carmela trouxe uma posição de executivos do mercado brasileiro de marketing se ou os que abriu tantas portas para gerando falcões aquilo que a gente captou tanto recurso para fazer o combate à pobreza aí que até hoje eu tenho amigos daquela data que foi tão especial depois eu te liguei te convidando para você apresentar
o jantar da gerando falcões e foi lindo lindo lindo Capitu alguns milhões de reais exata antes e o que a gente sempre troca Manteve uma amizade tão bonita e eu queria Celebrar muito da importante de ter uma profissional como você dá comunica com profissional de comunicação tão relevante e que tem um espírito cidadão que se importa em fazer o que a coisa certa eu acho que é importante para o Brasil eu quero te agradecer todo não precisa agradecer eu acho que todo cidadão tem que fazer a sua parte e é muito mais fácil a gente
fazer as coisas quando você vê competência do outro lado quando você vê poder de mudança real não é só ajuda aqui e vamos mudar o Brasil mas hoje é muito legal né Parabéns para você obrigado e agora me fala você acha que funciona do terceiro setor tem que reunir as mesmas capacidades técnicas de um outro senhor qualquer animal uma o MG ela tem a mesma estrutura de governança a de performance que uma empresa do mercado normal as é uma empresa do mercado objetivo final dela é girar caixa gerar lucro resultado financeiro ao MG também tem
que gerar um resultado financeiro porém o objetivo Central dela final dela e o lucro dela é transformação social é mudar vidas entregar uma missão é criar Impacto faz para você fazer isso você precisa ter uma agenda que é a mesma agenda do Senhor de uma Ambev que hoje por exemplo Jean Jereissati que é meu amigo ele cuida de orçamento ele cuida de produto de marketing de RH de Finanças Eu também cuido de tudo isso ainda gerando falcões Então eu preciso contratar gente reter talentos definir o orçamento captar recursos bater meta bater metas e batimentos tem
muita o Jean tem cinco metas anuais eu também tenho as minhas cinco metros anuais se reporta para o conselho também repórter para o conselho Então tem um conjunto de habilidade de você fazer a gestão de pessoas que a atrair talentos de você integrar a tecnologia de você Inovar porque as habilidades ou as competências a que estão colocadas hoje ainda não são ainda não são suficientes para mudar o Brasil então se tem que Inovar encontrar novas formas de vencer a pobreza então é o mesmo conjunto de habilidades E como é que você chegou a essas habilidades
porque o Jean certamente fez muitos cursos de executivo além da experiência toda de mercado e você eu sei que não nasceu em berço de ouro Teve muita dificuldade com tudo na sua vida onde que você sacou Se eu não tiver essas habilidades eu não vou fazer esse negócio funcionar é duas coisas uma primeira é uma habilidade que você desenvolve na vida é quase que eu falo com minha mãe é um gênio da matemática porque ela consegue fazer menos de um salário-mínimo aquela época alimentar uma família comer pagar luz água pega um bife que dá para
uma pessoa que a cota ele em 80 pedacinhos você come durante a semana inteira para uma família inteira então é um nível de generalidade orçamentária incrível tão tem um tanto de você aprender a fazer no quanto vida da correria você tem que se virar quando a gente pode começou a crescer Teve um dia que eu parei e eu me fiz uma pergunta o que que eu tenho que desenvolver que se eu não aprender a fazer isso eu vou quebrar gerando falcões então a gente começou a hackear o sistema a hackear o mercado e foi nesse
momento que eu trouxe eu agreguei as habilidades que a favela a vida minha mãe minha família os meus sonhos desenvolveu em mim com as habilidades do mercado de você cuidar de gestão os kipiais as metas como a gente falou de ter uma NG auditada pela KPMG que tem uma NG que consegue crescer ao dobrar de tamanho a ano Capitão recurso no mercado brasileiro tem técnicas para entrar lá para conversar com esse mercado para falar profissional de marketing entrar e para cortar o seu produto de uma forma que vai ser vendável Então tudo isso foi hackeando
o sistema e trazendo esse conteúdo para favela e detalhe Ana hoje entregando democraticamente esse conteúdo para mais de 1.600 favelas do Brasil e 700 isso deve ter sido um processo muito interessante que foi o de sair de poá e desenvolver um modelo de gestão de favelas que fosse replicável em outros lugares mesmo que o Edu não tivesse lá o que é muito difícil para as unhas das brasileiras é o como é que você abriu mão da vaidade de ser o líder ou o único bem benefício de multiplicar esse esse modelo como é que inventou isso
é o primeiro foi o desapego porque quando você tá cuidando de uma favela você tem 10 pessoas ali com você tu tá muito ao seu alcance o documento vai atende a criança faz isso faz a Ah tá todo mundo numa sala com você quando você começa a replicar sua tecnologia tem que ir para Maceió para o Ceará as pessoas não estão ao seu lado você não tá vendo o tempo inteiro Então você tem que confiar e a segunda coisa isso parte muito da nossa essência do que a gente acredita a gente acredita que pessoas mudam
as coisas estão a gente aposta em gente o tempo inteiro então quando a gente começou a replicar o primeiro compromisso que a gente assumiu foi a gente nunca vai mandar um executivo um livro da gerando falcões aqui da sede para liderar a favela de ninguém nós vamos encontrar o líder lá e a gente nunca vai olhar começando um processo de transformação olhando a escassez a gente vai olhar primeiro a riqueza o que transborda e o que transborda sempre a gente essa liderança é um talento que tá lá na favela fazendo transformando então para esse talento
a gente construiu uma universidade da liderança social chamada Fall o que a gente faz um processo seletivo edital manualmente e os que são aprovados a gente investe recurso tecnologia conhecimento para desenvolver as habilidades dessa liderança para Que ela possa transformar essa favela então Anna a mudança do Brasil passa pelas pessoas é apostar em gente eu não vou postar lá no americano no europeu que tá distante eu achar que eles vão mudar o Brasil é porque quem tá lá na ponta Quem tá dentro da favela vendo os problemas a a vida real acontecendo em chama eles
no cientista da última amiga que tá na última milha fazendo tudo acontecer quando o Brasil não sabia onde estavam esses invisíveis eles sabem qual vi ela mora com o corpo é pintado a janela Como chegar como que ele se chama as pessoas que não tem CPF tem o Brasil tem que acreditar e apostar mais essas lideranças De onde veio gerando falcões que é um excelente nome Obrigado tinha uma o marketing muito boa lá atrás né obrigado Ana começou eu tive a ideia de fazer um livro chamado jovens falcões eu queria convencer através de histórias os
jovens a minha comunidade que existiam muitas opções de profissão Engenheiro jornalista escritor tudo Oi e aí eu decidi Eu durmi vocês era muito eu dormi eu sonhei com esse nome eu sonhei E aí quando eu acordei e falei banho eu dei um grito minha mãe que foi me mãe eu sonhei com o nome é falou que jovens são coisas vou esse nome é bom filho vou fazer um livro mas com esse nome e minha mãe falou que faz E aí eu encontrei essas histórias escrevi um livro publiquei o livro de forma independente aí eu não
tenho time com 30 jovens na favela que trabalhava para mim de graça e a gente vende o nível de porta em porta por 9 99 na periferia na favela e em três meses ou menos 5.000 cinco mil livros Ana 5.000 cinco mil livros em 3 meses de porta em porta aí eu peguei esse dinheiro e eu usei o dinheiro para fundar a gerando falcões que aí eu falei agora eu vou gerar os nossos falcões nas favelas que começou assim e deixa tamanho a história é essa literalmente essa então começou sem sem dinheiro mas com muitos
sonhos coragem e atitude então sempre falo em todas as vezes que eu tô na falando com as lideranças das favelas porque às vezes a pessoa se sente pobre mas é pobre do que e talvez era pobre de dinheiro mas é rica de atitude de sonhos que tem tem muita pobreza na riqueza mas também tem muita riqueza na pobreza e a gente tem que valorizar essa riqueza que existe na pobreza fiquei se a gente consegue localizar Qual é essa riqueza eu vou usar tudo que eu tenho pode ser pouco mas pode ser muito para construir alcançar
tudo que eu quero então é olhar a fatura que existe nessa escassez acho que esse é o ponto de partida da mudança é sonho que não é mais sonho né se traz para o patamar da realidade né sonhar é muito lindo mas realizar é melhor na realizar o que você falou da sua mãe agora eu já li algumas entrevistas suas onde você fala muito do aprendizado que a vida te deu excita muito a sua mãe como exemplo de muitas coisas e eu sei que a sua história com o seu pai também foi muito conturbada o
efeito deve ter tido um efeito muito importante sobre você o fato de ter ido visitá-lo na cadeia quando você era menino né conta para a gente começa a história Oi Ana meu pai hoje ele tá em casa salvo transformado é um avô maravilhoso que cuida bem das minhas filhas sou casado com a Mayara você conhece agora o meu pai por muito tempo é curioso isso ele foi o exemplo do que eu não deveria ser a e na vida sem saber o que você quer ser é bom mas saber também o que você não deve ser
é muito bom hahaha e eu vi a minha mãe chorar muito Ana e por conta da situação vivia para o meu pai então eu me lembro de a polícia invadiu o barraco onde a gente morava na barraco eu me lembro de helicóptero por seguir o meu pai na favela sobrevoando O Nosso Barraco olhar os caras armados com coisas muito duras para uma criança é quando você pensa na primeira infância que deve ser o momento mais prazeroso tem um foram episódios muito duro eu me lembro também de visitar o meu pai no presídio muitas vezes e
vê a minha mãe sendo revistada nua na minha frente porque eu entrava com minha mãe cara menor e ver minha mãe passando por aquela revista que é humilhante uma pessoa que ela não roubou não cometeu nenhum erro e aquilo e o pequenininho que ele é curioso foi a primeira vez que eu vi uma mulher nua bom e era numa cela assim que entrava um várias mulheres e passava por aquela devassa humilhante o e aquilo ali foi construindo em mim um princípio que esse aqui foi uma promessa que eu sempre fui para mim fiz para mim
Ana eu nunca vou fazer alguém sofrer vou dar o número para minha mãe então o fato de eu tá aqui conversando com você para tanta gente poder assistir a gente é porque eu prometi para mim quando era pequeno que eu não faria jamais a minha mãe sofrer que eu iria dar orgulho para ela Então essa é a base de eu ter rompido tudo então até hoje Anna curioso eu sou grande minha mãe a vó eu pergunto mais cedo feliz comigo o filho de minha saúde eu ficar gostei de fazer a mãe e ela sempre ir
para mim aí ela fala que tem orgulho de mim é a minha é meu maior prêmio que foi o que eu prometi para mim mesmo não foi nem para eu prometi para mim quando era pititinha 78 anos e a gente ainda vivia na favela que eu ia dar orgulho para ela bom então essa sempre foi a minha principal meta coisa linda presente sua mãe ganhou da vida aqui presente obrigado Ana você depois dessa infância difícil dessa dessa faísca do gerando falcões Você saiu do Brasil algumas vezes para fazer cursos lá fora no quê que isso
te ajudou é importante você sair do seu núcleo de origem de formação e ver outras coisas inclusive para trabalhar melhor aqui Oi Ana Eu sempre fui muito curioso eu aprendi a ler na minha casa não tinha livros era para era uma foi uma infância muito pobre mas muito rica que eu recebi muito amor da minha mãe e depois meu pai tem uma decisão de largar o crime cuidar de mim então essas decisões da minha mãe depois do meu pai grande então eu acho que às vezes eu tenho dificuldade de viver como um pobre lá atrás
eu nunca fui pobre não tinha dinheiro mas tinha tanto amor no meu lar da minha mãe depois meu pai que me fez sempre me ver com alguém rico de amor então eu sinto muito curioso não tinha nervos em casa não tinha Bíblia aí eu fui Alfabetizado lê na Bíblia lendo histórias Eu fui o segundo aluno da minha casa ser Alfabetizado eu eu queria muito aprender a ler então eu sempre fui muito curioso curioso eu acho que a curiosidade é uma alavanca para as pessoas mudarem o rumo de suas vidas e em uma parte desse meu
processo de aprendizado é viajar aí descobriu o mundo então tenho até uma frase que você me fala mundo eu não tenho medo de você e você ser um cidadão que vem da favela mas eu não sou eu sou do mundo o mundo não é só meu É mas o mundo também é tão no meu é o mundo pode ser de quem nasceu herdeiro de alguma coisa pode viajar mas o mundo também é do Silva do André do de alguém que nasce em qualquer favela do Brasil ou do mundo e para o mundo para mim é
um pouco da minha identidade também de não importa onde você vem o que importa na vida para você vai tá ok minha mãe me falava no barraco então eu tô tentando viver as coisas que eu aprendi no barraco Sá Viana Que lindo Minha mãe sempre me disse isso e minha mãe sempre me fez acreditar que o mundo era meu então recentemente eu fui para Nova York e fiquei lá quatro meses do ano em inglês eu montei um escritório internacional da gerando falcões lá fiz um jantar de captação em Nova York mobilizando a elite brasileira que
vive nos Estados Unidos depois fizemos um outro em Miami depois fui para a Suíça e depois fui para Cingapura participar de um fórum Global do Blue Bomber New Economy fórum do ex-prefeito de Nova York e o inglês não é o melhor do mundo mas eu me fio eu entro Eu me comunico que o ensaio super interessante ela rapidinho contra essa quando meu inglês era pior eu posso te pedir um conta que tava o ônibus at o Jorge Paulo e o ônibus ti aí ele me apresentou ao seu time inglês muito ruim eu falei hi urn
ele raiou o início do Lira ele mas nem visual Van você tirou na instrument hoje nós semente uai meu vocabulário eu já praticamente acabou aí foi por vou pedir para tirar uma foto com esse cara o mágico do planeta coca-cola não sei o que eu fiquei meio nervoso e eu errei o que eu tinha que falar uma vez eu falar que ele tem que a picture eu olhei para o cara e falei que nem take a shower o que tomar um banho comigo Gosto com a pena que ele não aceitou mas no mínimo acho que
não vai esquecer de mim e é engraçado como você conta isso por desenvoltura tudo bem né Tá tudo certo eu acho que a gente tem um erro aprendi tá tudo bem né nome frente acho que a gente tem que ser generoso com a gente tem que se amar a vida é dura você vai ter que ir trabalhar muito correr muito atrás Então as pessoas perguntando se você trabalha muito fala o trabalho demais sem dividir seu tempo falando eu não divido o meu tempo a minha vida é só uma só tenho dificuldade de fazer isso mas
eu me divirto muito quem trabalha comigo aqui sabe que eu dou risada abraço e então acho que na vida você tem que ser feliz essa é a meta número 1 ser feliz isso a e fazer outras pessoas felizes ao mesmo tempo incrível melhor ainda Ah e tu ao contrário de outros líderes do terceiro setor é que enfim é um setor que tá sempre aliado a pra outro acidente etárias e por isso mesmo Quase sempre aliado ideologicamente ou mesmo é politicamente e partidariamente a movimentos de esquerda eu não vejo você militando politicamente é proposital é uma
estratégia para você e se é uma estratégia você não não teme as críticas do tipo ah mas se omiti não está posicionado tá corroborando com o sistema como é que você isso passa pela sua cabeça é uma estratégia sua a primeira estratégia não jogar para a torcida Ana eu tenho uma posição a equipe Nem sempre a minha posição vai agradar sem por cento das pessoas mas eu tenho uma posição Qual que é a minha posição é agenda social voltado para favelas essa agenda social é maior do que eu eu sou um representante dela hoje como
o senhor da gerando falcões e amanhã talvez eu tenho que fazer a minha sucessão e outra pessoa vai ocupar essa cadeira que eu tô ocupando hoje e essa agenda ela não pode ser sequestrada por uma visão política partidária ela tá para Além disso é porque mesmo a visão política partidária é passageira hoje tá alguém no poder amanhã não tá mais a outra pessoa isso precisa ter é uma capacidade de articular de forma a que entregue algo real de longo prazo então a minha posição é uma posição da favela uma posição social é uma posição crítica
várias vezes eu fui para rede nacional sobretudo a pandemia exigir posicionamento do governo eu digo eu mas tantos outros líderes sociais que acabou resultando por exemplo na ajuda emergencial que alimentou tantas tantas pessoas pobres então a minha posição é uma posição e não jogar para a torcida e a uma posição de ser fiel ao compromisso que eu fiz aos mais pobres que é um compromisso de transformar a pobreza da favela em peça de Museu assumidamente antes de no músculo me dá margem eu vivo E para isso essa é a minha vida minha vida se resume
aí então o que eu como que eu não como é para mim gerar mais energia para entregar isso é tudo o que eu faço na vida horário que eu acordo horário que eu vou dormir tudo é para entregar isso então jogava autor E aí eu não faço nenhum tipo de estímulo e também não tem problema com crítica fala uma coisa muito interessante agora que é isso de transformar a favela em peça de Museu e eu vejo muito esses Logan saindo de você e e eu acho que seria legal a gente tentar explicar Ele melhor porque
parece um pouco tópico quando você ouve pela primeira vez peça de Museu mas enquanto a gente está vivo pobreza sempre existiu o que que você quer dizer com isso vamos trazer isso para a prática perfeito Ana o primeiro ponto é que existe uma corrida espacial nesse momento que quer levar um homem à Marte eu acho que é importante porque você desenvolve muitas tecnologias mas a infecção que a sociedade tem que fazer hora se existe tecnologia em recursos para ir a Marte Tem que existir tecnologia para frear o ciclo de pobreza a gente tem que se
perguntar isso se a gente consegue ter inteligência artificial roubou alta automatização dos processos que a gente não descobre um jeito de acabar com a pobreza e construir dignidade é nascer em territórios negligenciado a sociedade moderna não pode aceitar isso então a vida humana ela corre dois riscos tremendos O primeiro é o risco social e o segundo é o risco ambiental essas duas coisas tá levando a gente para um lugar que tá Possivelmente em viabilizando as próximas gerações então a gente é talvez a última geração que tem a chance de assumir a liderança e fazer algo
que seja significativo que possa alterar o futuro dito isso a gente criou um programa chamado favela 3D 3D digital digna e desenvolvida que é a gente fazer a combinação de políticas públicas e tecnologias sociais na favela criando Trilhas individualizadas e personalizadas de superação da pobreza para cada família e fazer com que elas tenham a emancipação social e saíram da extrema pobreza então Ou seja é uma fórmula uma não é você precisa de mais r$ 200 tá aqui é uma fórmula tem um modelo de gestão aí você fez uma missão muito importante esses r$ 200 a
transferência de renda que não é suficiente para tirar uma pessoa da pobreza e o que tira a pessoa da pobreza a transferência de renda é aceitável e ela é importante que eu vi às vezes emergencial não tenho urgência a pessoa pessoa pessoa precisa comer assim como eu você come perfeito mas para pessoa fazer uma travessia de ter a emancipação social de criar valor para a sociedade colocar dinheiro no bolso de educar os seus filhos não precisa muito mais do que isso ela precisa de um plano de desenvolvimento humano e social para que possa ajudá-la a
fazer essa travessia então Ana na favela 3D a gente tem duas abordagens no projeto uma que a gente chama o Rider O rádio é físico é toda obra de infraestrutura no território tem que ter energia tem que ter saneamento básico tem que ter asfalto tem que ter uma casa imagina uma pessoa que dorme numa casa de um barraco visitado por rápido com saneamento básico ao lado uma casa insalubre como que essa criança vai aprender e a se comunicar a ler as comunicação bem como você até um conjunto de falar ela não vai porque a capacidade
cognitiva dela vai ser afetada Então esse é um raio a gente vai fechar esse GAP no Brasil entregar com o dia do nosso amigo Murilo Cavalcanti o melhor para que a pobre segundo é um software o software é humano é a capacitação é fazer com que os moradores de favelas têm um acesso a uma agenda de Formação capacitação para que eles possam acessar o mercado acessar renda empreender as suas vidas e sair da linha da extrema pobreza então o Hardcore sozinho não resolve porque senão CDHU teria resolvido mas com software aí é uma explosão então
Anna a gente tem quatro favelas 3D em andamento no Brasil e a nossa defesa aqui nos próximos quatro anos nós vamos entregar ano ano um modelo diferente de favela 3D isso e tirar uma tecnologia social com evidências como agência israelense que nós contratamos para fazer toda avaliação de impacto para a gente provar para o Brasil se o Brasil quiser fazer a superação da pobreza e transformar as favelas a gente tem uma tecnologia como proposição isso é replicável obrigado que eu acho muito bonito na gerando falcões o que você faz é replicável e não precisa doido
tá lá Não ele vai entregar o mapa faz não faz aí você tá liderança para atender ansa Mas se tiver um mapa é mais fácil é mais simples mas além do mapa está de dinheiro eu acho que ela fez essa conta sei lá milhares de vezes na sua cabeça talvez até tenha feito no papel existe um X em dinheiro que mudaria isso que conseguiria fazer com que a gente transformar-se a favela em peça de Museu antes do Elon musk e são bilhões de reais Ana mas que não deveria passar mais de 10 porcento do orçamento
público do Brasil qual que é a boa notícia que eu tenho para te dar a gente tá fazendo diferentes perfis de favela 3D por exemplo a favela Marte em São José do Rio Preto que é liderado pela Amanda Oliveira tá lá na ponta todo dia fazendo acontecer liderança essa esse protótipo está custando 58 milhões de reais é um protótipo de um valor diferente um estado rico um governo de São Paulo como investidor a prefeitura outros empresários porém aqui em Ferraz de Vasconcelos nós estamos fazendo um protótipo que vai custar r$ 4000000 bom então a gente
está testando diferentes modelos vendo o que é fundamental para resolver a questão da pobreza para depois a gente poder fazer comparativos e ter modelos econômicos diferente porque por exemplo Talvez um modelo de 52 milhões de reais no estado mais vulnerável economicamente como o Piauí não vai ter viabilidade então por isso a gente tá prototipando diferentes modelos para quando a gente começar a convencer o Brasil e um governador falar em duas que eu não tenho recurso financeiro a gente tem uma prateleira de soluções que ele fala assim ó esse aqui eu não consigo mas isso aqui
eu consigo pagar e aí você eliminar as desculpas de um Brasil que eventualmente não tem um recurso Mas você pode transformar isso em política pública Esse é o sonho não entendi essa é isso que a gente tô Mirando o Brasil é mais do que pobre tan ricos do Brasil em mim junto então parte dessa injustiça a gente supera ela construindo as tecnologias se você me permite mais um minutinho coisa rápida Tô tranquila uma das coisas mais importantes do favela 3D é que ele não é um projeto de fora para dentro é um projeto de dentro
para fora não projeto de dentro é de cima para baixo é um projeto de baixo para cima o que significa que ele está sendo todo de ponta a ponta co-criado com o morador da favela quem decidia um morador Qual que é o erro que o Brasil comentou durante anos a um político Alguém tem uma ideia no gabinete e ele Desce essa ideia como política pública agora baixo e às vezes não é o que fazer lado precisa para mudar de vida aliás quase sempre não é quase sempre não é e quando a gente constrói uma política
pública sem ouvir a favela você está subestimando a inteligência do pobre Oi e o Brasil cometeu erros que sempre foi um grupo muito pequeno de pessoas que tomaram decisão Em relação a vida de milhões de pessoas essa decisão precisa ser delegada para os pobres Quem tá lá na ponta precisa decidir sobre a vida dele o orçamento públicos e participativo as soluções serem participativa isso tem um poder de um poderá a favela e fazer a favela se levantar contra a pobreza então o favela três é mais do que a tecnologia O que está sendo entregue é
o como tá sendo entregue e o como é colocando o pobre nas no centro para decidir para sentar na mesa do governador mas não pode fazer a Tata para tomar decisão então seguinte você tá fazendo a favela 3D você está implantando aqui em São José do Rio Preto né está implantando em outros locais do Brasil fora do Estado de São Paulo também em quanto tempo eu posso voltar aqui você vai me diz assim ó x anos tá aqui desenvolvido essa tecnologia toma Você pode levar para qualquer lugar você precisa de mim vamos vamos fazer isso
acontecer no Brasil em se você tem uma meta de tempo na cabeça momento de tempo a gente tem cada favela tem um tipo de complexidade diferente portanto ela leva um tempo diferente mas o que a gente tem como defesa é que contando de hoje dentro de um ano e meio a gente vai ter nos próximos quatro anos daqui um ano e meio nos próximos quatro anos a gente vai ter diferentes perfis de entrega para o Brasil então contando de agora um ano e meio em um ano e um ano a gente vai ter ano ano
uma entrega diferente de transformação sistema que faz entende então você faz a primeira entrega daqui a um ano e meio E aí mais um ano mais uma entrega e Ou seja você vai ter todo ano alguma coisa entre a gente vai ter uma entrega e é um tipo de tecnologia que está desenvolvendo especificamente para aquela situação que você encontrou ele não a gente tá partindo do princípio de que é mega profissional a ponto de ter que haver um estudo anterior de cada lugar a tentar impactar abre sobre as plantas são totalmente destino não dá para
tratar é as favelas de forma iguais a da favela é um tipo de pobreza específica Então a primeira coisa que a gente faz Anna é um grande diagnóstico é esse estudo que você falou o diagnóstico da geografia física da geografia humana e da Geografia social quando a gente tem esse diagnóstico a gente vai saber cortar especificamente um fio correto dessa bomba relógio que a pobreza como uma bomba-relógio e pra gente desarmar essa bomba-relógio tem que ter três coisas uma e tem que ter o conhecimento técnico senão a gente corta confio errado se cortar o fio
reto displot a segunda você tem que ter um Lula que ao mesmo tempo que estava lidando com uma potência está lidando com fragilidade e você não põe uma bomba-relógio na mão de um pouco Brasil tem que refletir sobre isso e o terceiro tem que ter coragem estar arriscando a sua vida você tá indo no problema tem que ter coragem então essas três competências é fundamental para as lideranças sociais que estão na ponta todos os dias lutando por um Brasil melhor e me explica como é que você vai medir o sucesso do que você tá fazendo
é mensurável a super mensurável a gente construiu uma Mandala o que essa Mandala tem nove pétalas de transformação social que passa por moradia digna e urbanismo social primeira infância saúde educação geração de renda empoderamento feminino e por aí vai para cada pétala dessa Mandala a gente tem uma forma o indicador de medição de transformação naquele território então a gente contratou uma agência israelense chamada cai mandou Danielle e a gente embarcou essa agência já antes de iniciar o projeto para a gente ter os kipiais os indicadores bem definidos O que que a gente quer medir controlar
então a gente tá mês a mês dia a dia meio de semana semana e mês a mês coletando dados do processo de evolução dessas famílias Então a gente vai ter mais do que uma tecnologia na ponta a gente vai ter as evidências do que funcionou do que não funcionou que o que não funcionar a gente vai continuar a gente vai conseguir comprovar para o Brasil com evidências de que isso realmente funciona e pode mudar as coisas nas favelas de prazer ter uma conversa tão profissional sobre pobreza no Brasil e como mudar isso que não é
só tadinho aí olha só ocorre às vezes eu fico muito angustiada com a quantidade de incêndio que a gente apaga a cada cinco minutos e quem fica apagando incêndio tempo inteiro não tem tempo de desenvolver planejar porque não dá e quando eu vejo alguém me falando que você me disse agora e você tinha resposta para todas as perguntas e o trouxe perguntas técnica não dá cá eu fico com esperança de que de que a gente vai chegar lá em algum momento é óbvio que precisa de muita disposição política é política governamental mas também política do
indivíduo o indivíduo precisa tá aberto disposto mas eu fico com muita muita esperança de verdade eu do e esses líderes todos que estão aí no Brasil e deve ter muitos você tá identificando líderes nas favelas que você tá tentando mudar a e eles estão te ouvindo agora e esse tratamento já deve ter respondido essa pergunta mas eu achava muito muito significativa e importante com que a resposta que você me deu você tiver que escolher uma qualidade numa liderança social que qualidade é essa sem ela não dá coragem coragem porque esse empreendedor social Possivelmente vai estar
no momento muito difícil economicamente que às vezes a família vão mandar ele parar e procurar um outro emprego fazer outra coisa da vida ele vai ter que ter muita coragem para continuar às vezes contra opinião pública naquele território ele vai ser mal compreendido é mas se não tiver coragem até de ser o primeiro a fazer o que ninguém fez eu tenho certeza que ele vai conseguir fazer algo que seja extraordinário e O Brasil precisa muito desses empreendedores dessas empreendedoras que não desistem nunca a Madre Teresa de Calcutá até uma frase que ela disse que as
mãos que fazem são mais sagradas do que os lábios que rezam então tá lá fazendo uma atividade praticamente Sagrada Que Deus sempre vai ajudar quem faz e como é que é o nome da sua mãe dona Maria Goretti Maria Gorete para Nova York aquela foto que você publicou dela imagina o que é né para uma pessoa que tinha muitas barreiras na vida em passou com você a infância que você passou e ela vou você deu o seu ponto de vista imagina o dela o grau de sofrimento e aí e foi parabéns parabéns Obrigado amigo obrigado
obrigado obrigado de coração e é só questão de tempo a gente vai chegar lá um dia pobreza da favela vai ser peça de museu de fazer outra entrevista à pobreza É isso aí ó E aí [Música]